inebriamento
Derivado de 'inebriar' (latim 'inebriare').
Origem
Deriva do latim 'inebriare' (embriagar), de 'ebrius' (bêbado). A raiz grega 'oinops' (aparência de quem bebeu vinho) também contribui para a compreensão semântica.
Mudanças de sentido
Sentido literal de embriaguez por substâncias alcoólicas. Registro formal e dicionarizado.
Expansão para estados de exaltação, fascínio, encantamento ou perturbação mental, como em 'o inebriamento da glória' ou 'o inebriamento do amor'.
Mantém o sentido literal e o sentido figurado de êxtase ou absorção intensa, sendo mais comum em contextos literários e poéticos.
Primeiro registro
Registros em textos formais e literários em português, indicando a adoção do termo do latim.
Momentos culturais
O termo 'inebriamento' foi frequentemente utilizado na literatura romântica para descrever estados de paixão intensa, êxtase artístico e fuga da realidade, alinhado com a valorização das emoções e do sublime.
A palavra continua a ser empregada em poesia para evocar sensações de transcendência, deslumbramento ou a experiência de ser completamente dominado por uma emoção ou visão.
Vida emocional
Associado a estados intensos: tanto a perda de controle pela bebida quanto o êxtase sublime. Carrega um peso de intensidade e, por vezes, de perigo ou de transcendência.
Representações
Frequentemente aparece em diálogos ou narrações para descrever momentos de grande euforia, paixão avassaladora ou a experiência de um artista imerso em sua obra, buscando evocar uma atmosfera de intensidade emocional.
Comparações culturais
Inglês: 'inebriation' (literalmente embriaguez, mas também pode ser usado figurativamente para 'intoxication' com poder, fama, etc.). Espanhol: 'embriaguez' (sentido literal) ou 'embriagamiento' (mais formal, para o estado de estar embriagado, literal ou figurado). Francês: 'ivresse' (literal e figurado, como 'ivresse des sommets' - vertigem do topo).
Relevância atual
A palavra 'inebriamento' é formal e dicionarizada, mantendo sua relevância em contextos literários, poéticos e em descrições de estados emocionais intensos. Seu uso no cotidiano é limitado, sendo substituído por termos mais diretos como 'embriaguez', 'êxtase' ou 'fascínio'.
Origem Etimológica
Século XIV — do latim 'inebriare', que significa 'embriagar', derivado de 'ebrius', 'bêbado'. A raiz remonta ao grego 'oinops', de 'oinos' (vinho) e 'ops' (aparência), indicando a aparência de quem bebeu vinho.
Entrada no Português
Séculos XV-XVI — A palavra 'inebriamento' e seus derivados começam a aparecer em textos em português, inicialmente com o sentido literal de embriaguez por álcool. O termo é formal e dicionarizado, indicando um registro culto.
Evolução de Sentido
Séculos XVII-XIX — O sentido de 'inebriamento' se expande para incluir estados de exaltação, fascínio ou perturbação mental, não necessariamente ligados ao álcool. Pode descrever o estado de quem está encantado, deslumbrado ou dominado por uma paixão ou ideia.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — 'Inebriamento' mantém seu sentido literal de embriaguez, mas é frequentemente usado em contextos literários e poéticos para descrever estados de êxtase, deslumbramento ou absorção intensa por algo. É uma palavra formal, menos comum no discurso coloquial.
Derivado de 'inebriar' (latim 'inebriare').