inebriamento

Derivado de 'inebriar' (latim 'inebriare').

Origem

Latim

Deriva do latim 'inebriare' (embriagar), de 'ebrius' (bêbado). A raiz grega 'oinops' (aparência de quem bebeu vinho) também contribui para a compreensão semântica.

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Sentido literal de embriaguez por substâncias alcoólicas. Registro formal e dicionarizado.

Séculos XVII-XIX

Expansão para estados de exaltação, fascínio, encantamento ou perturbação mental, como em 'o inebriamento da glória' ou 'o inebriamento do amor'.

Século XX-Atualidade

Mantém o sentido literal e o sentido figurado de êxtase ou absorção intensa, sendo mais comum em contextos literários e poéticos.

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em textos formais e literários em português, indicando a adoção do termo do latim.

Momentos culturais

Romantismo (Século XIX)

O termo 'inebriamento' foi frequentemente utilizado na literatura romântica para descrever estados de paixão intensa, êxtase artístico e fuga da realidade, alinhado com a valorização das emoções e do sublime.

Poesia Moderna

A palavra continua a ser empregada em poesia para evocar sensações de transcendência, deslumbramento ou a experiência de ser completamente dominado por uma emoção ou visão.

Vida emocional

Associado a estados intensos: tanto a perda de controle pela bebida quanto o êxtase sublime. Carrega um peso de intensidade e, por vezes, de perigo ou de transcendência.

Representações

Cinema e Literatura

Frequentemente aparece em diálogos ou narrações para descrever momentos de grande euforia, paixão avassaladora ou a experiência de um artista imerso em sua obra, buscando evocar uma atmosfera de intensidade emocional.

Comparações culturais

Inglês: 'inebriation' (literalmente embriaguez, mas também pode ser usado figurativamente para 'intoxication' com poder, fama, etc.). Espanhol: 'embriaguez' (sentido literal) ou 'embriagamiento' (mais formal, para o estado de estar embriagado, literal ou figurado). Francês: 'ivresse' (literal e figurado, como 'ivresse des sommets' - vertigem do topo).

Relevância atual

A palavra 'inebriamento' é formal e dicionarizada, mantendo sua relevância em contextos literários, poéticos e em descrições de estados emocionais intensos. Seu uso no cotidiano é limitado, sendo substituído por termos mais diretos como 'embriaguez', 'êxtase' ou 'fascínio'.

Origem Etimológica

Século XIV — do latim 'inebriare', que significa 'embriagar', derivado de 'ebrius', 'bêbado'. A raiz remonta ao grego 'oinops', de 'oinos' (vinho) e 'ops' (aparência), indicando a aparência de quem bebeu vinho.

Entrada no Português

Séculos XV-XVI — A palavra 'inebriamento' e seus derivados começam a aparecer em textos em português, inicialmente com o sentido literal de embriaguez por álcool. O termo é formal e dicionarizado, indicando um registro culto.

Evolução de Sentido

Séculos XVII-XIX — O sentido de 'inebriamento' se expande para incluir estados de exaltação, fascínio ou perturbação mental, não necessariamente ligados ao álcool. Pode descrever o estado de quem está encantado, deslumbrado ou dominado por uma paixão ou ideia.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — 'Inebriamento' mantém seu sentido literal de embriaguez, mas é frequentemente usado em contextos literários e poéticos para descrever estados de êxtase, deslumbramento ou absorção intensa por algo. É uma palavra formal, menos comum no discurso coloquial.

inebriamento

Derivado de 'inebriar' (latim 'inebriare').

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