Palavras

ipeca

Do tupi 'i' (fruto) e 'papo' (vomitar).

Origem

Século XVII

Do tupi 'ipeca', que significa 'fruto que faz vomitar', referindo-se à planta medicinal Cephaelis ipecacuanha.

Mudanças de sentido

Século XVII

Referência direta à planta medicinal e suas propriedades eméticas.

Séculos XVIII-XIX

Consolidação como termo farmacêutico para emético e expectorante, com reconhecimento internacional.

Século XX - Atualidade

Manutenção do uso botânico e histórico; menções em contextos de corantes naturais e etnobotânica. O uso como emético direto é menos comum em medicina moderna.

A palavra 'ipeca' mantém sua identidade ligada à planta e suas propriedades históricas, mas seu uso prático como medicamento primário diminuiu. No entanto, o conhecimento sobre a planta e seu princípio ativo (emetina) persiste em áreas específicas da botânica, farmacologia histórica e etnobotânica.

Primeiro registro

Século XVII

Registros em crônicas e relatos de viajantes europeus sobre a flora e a medicina indígena no Brasil.

Momentos culturais

Séculos XVIII-XIX

A ipeca foi um dos primeiros produtos tropicais brasileiros a ganhar fama internacional por suas propriedades medicinais, sendo exportada para a Europa e utilizada em tratamentos médicos.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Ipecac' (mesma origem e uso histórico como emético). Espanhol: 'Ipecacuana' (termo mais comum, derivado do tupi e com o mesmo significado botânico e medicinal). Francês: 'Ipéca' (similar ao português e inglês).

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'ipeca' é formal e dicionarizada, referindo-se primariamente à planta medicinal e seu princípio ativo. Sua relevância atual reside mais no campo da botânica, etnobotânica e história da medicina do que no uso clínico corrente. É um termo reconhecido em contextos científicos e acadêmicos.

Origem Indígena e Chegada ao Português

Século XVII — a palavra 'ipeca' tem origem na língua tupi, derivada de 'i' (fruto) e 'peka' (que faz vomitar), referindo-se à planta medicinal com propriedades eméticas. Foi incorporada ao vocabulário português no Brasil colonial.

Uso Medicinal e Botânico

Séculos XVIII-XIX — 'Ipeca' consolida-se no uso médico e farmacêutico, tanto no Brasil quanto na Europa, como um potente emético e expectorante. A planta e seu princípio ativo, a emetina, tornam-se conhecidos internacionalmente.

Diversificação de Sentido e Uso Atual

Século XX-Atualidade — Embora o uso medicinal direto tenha diminuído com o avanço da farmacologia, 'ipeca' mantém sua relevância botânica e histórica. O termo também pode ser encontrado em contextos relacionados a corantes naturais e em estudos etnobotânicos.

ipeca

Do tupi 'i' (fruto) e 'papo' (vomitar).

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