ipecacuanha
Do tupi 'i-pe-kue-nha', que significa 'planta que causa vômito'.
Origem
Do tupi 'ipecacuanha', significando 'planta que emite vômito', referindo-se à sua propriedade emética. (contexto RAG: 4_lista_exaustiva_portugues.txt)
Mudanças de sentido
Nome de planta medicinal com forte propriedade emética e expectorante, conhecida pelos povos indígenas.
Remédio popular e farmacêutico de grande renome na Europa, exportado do Brasil, usado principalmente para induzir o vômito em casos de envenenamento ou para tratar certas doenças respiratórias.
Reconhecimento de suas propriedades medicinais, mas com uso clínico restrito a preparações específicas e menos comum como emético devido a alternativas mais seguras. Mantém-se como expectorante em alguns xaropes.
Primeiro registro
Registros de viajantes e naturalistas europeus que descrevem a planta e seu uso medicinal pelos indígenas no Brasil, com posterior introdução na Europa.
Momentos culturais
A ipecacuanha foi um dos primeiros produtos naturais brasileiros a ganhar fama internacional por suas propriedades medicinais, sendo tema de estudos botânicos e farmacêuticos na Europa.
Comparações culturais
Inglês: 'Ipecac' ou 'Ipecacuanha', com o mesmo uso histórico como emético e expectorante. Espanhol: 'Ipecacuana' ou 'Ipeca', também referindo-se à planta e seu uso medicinal. O nome é amplamente reconhecido em ambas as línguas devido à sua difusão farmacêutica.
Relevância atual
A ipecacuanha é uma palavra formal e dicionarizada, associada à botânica e à história da farmacologia. Seu uso clínico direto diminuiu, mas a planta e seu princípio ativo (emetina) ainda são estudados e utilizados em nichos terapêuticos e na pesquisa científica. A palavra evoca um passado de descobertas e intercâmbio cultural entre Europa e América.
Origem Indígena e Entrada no Português
Período Colonial — a palavra 'ipecacuanha' tem origem no tupi 'ipecacuanha', que significa 'planta que emite vômito', descrevendo sua principal propriedade medicinal. Foi incorporada ao vocabulário português através do contato com povos indígenas no Brasil.
Uso Medicinal e Difusão Europeia
Séculos XVII-XIX — A ipecacuanha ganhou fama na Europa como um poderoso emético e expectorante. Foi amplamente utilizada na medicina europeia, sendo exportada do Brasil. Sua fama se consolidou em farmacopeias e tratados médicos.
Uso Atual e Redução de Aplicações
Século XX-Atualidade — Embora ainda reconhecida por suas propriedades, o uso da ipecacuanha como emético diminuiu significativamente devido ao desenvolvimento de medicamentos mais seguros e específicos. Mantém-se como expectorante em alguns xaropes e como princípio ativo em preparações farmacêuticas específicas.
Do tupi 'i-pe-kue-nha', que significa 'planta que causa vômito'.