irmanou
Derivado de 'irmao' + sufixo verbal '-ar'.
Origem
Deriva do latim 'germanus', que significa 'irmão' ou 'genuíno'. O verbo 'irmanar' (e suas conjugações como 'irmanou') carrega essa raiz de parentesco e autenticidade.
Mudanças de sentido
Principalmente 'tornar-se irmão', 'unir-se em fraternidade', 'igualar-se'. O sentido de estabelecer uma relação de igualdade e afeto entre pessoas ou grupos.
O verbo 'irmanar' pode ter nuances de estabelecer uma relação de igualdade, como se fossem irmãos, ou de se tornar um, de se fundir em um só. 'Ele se irmanou com os pobres' significa que ele se igualou a eles, adotou sua condição ou se uniu a eles em solidariedade.
Primeiro registro
A forma 'irmanou' como conjugação do verbo 'irmanar' já aparece em textos literários e documentos da época, refletindo a consolidação do português moderno. O contexto RAG classifica a palavra como formal/dicionarizada, indicando sua presença em registros linguísticos estabelecidos desde cedo.
Momentos culturais
Presente em obras literárias que buscavam retratar a sociedade, as relações humanas e os ideais de fraternidade ou igualdade, muitas vezes em um tom elevado ou poético.
Comparações culturais
Inglês: O conceito de 'irmanar' pode ser aproximado por 'to fraternize', 'to ally', ou 'to become like brothers', dependendo do contexto. Espanhol: 'hermanar' (verbo) e suas conjugações, como 'hermanó', são cognatos diretos e compartilham o mesmo sentido de unir como irmãos ou estabelecer fraternidade. Francês: 'fraterniser' ou 'unir comme des frères'. Italiano: 'affratellare'.
Relevância atual
A palavra 'irmanou' é formal e menos comum no uso coloquial brasileiro. Sua relevância reside em contextos literários, históricos ou em discursos que intencionalmente buscam um tom de união profunda e fraterna, evocando um sentido mais arcaico ou poético de fraternidade. O contexto RAG a categoriza como formal/dicionarizada, o que reforça seu status em registros mais cuidados da língua.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Derivado do verbo 'irmanar', que por sua vez vem do latim 'germanus' (irmão, genuíno). A forma 'irmanou' é a terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo.
Evolução do Uso
Séculos XVI a XIX — Uso literário e formal, referindo-se à ação de tornar-se irmão, unir-se como irmãos, ou estabelecer igualdade e fraternidade. O contexto RAG identifica 'irmanou' como uma palavra formal/dicionarizada, indicando seu uso em registros mais cuidados da língua.
Uso Contemporâneo
Atualidade — Embora a forma 'irmanou' seja gramaticalmente correta, seu uso é menos frequente no português brasileiro contemporâneo em comparação com outras formas verbais ou sinônimos mais comuns. Mantém-se em contextos literários, históricos ou em citações que evocam um sentido de união fraterna profunda.
Derivado de 'irmao' + sufixo verbal '-ar'.