irrealismo
Prefixo 'ir-' (privativo) + 'realismo'.
Origem
Formada pelo prefixo de negação 'ir-' (do latim 'in-') e o substantivo 'realismo'. O 'realismo' tem sua raiz no latim 'realis', que significa 'relativo a coisa', 'substancial'.
Mudanças de sentido
Surgimento como antítese ao realismo, designando obras que não se prendem à representação fiel da realidade objetiva. → ver detalhes
Inicialmente, o termo era aplicado principalmente em crítica literária e artística para categorizar movimentos que se opunham à objetividade e ao naturalismo, como o Romantismo tardio, o Simbolismo e o início do Modernismo, que valorizavam o subjetivo, o onírico e o imaginário.
Ampliação do uso para descrever qualquer manifestação que negue ou se afaste do realismo, incluindo o surrealismo, o fantástico e o abstrato.
O conceito de irrealismo se expande para além das artes, podendo ser aplicado a discursos filosóficos, psicológicos ou mesmo a comportamentos sociais que demonstram uma desconexão com a realidade factual.
Primeiro registro
A palavra 'irrealismo' aparece em textos de crítica literária e artística, em oposição ao movimento realista que dominava o cenário cultural. (corpus_critica_literaria_sec_xix_xx)
Momentos culturais
Associado a movimentos como o Simbolismo e o Surrealismo, que exploravam o mundo interior, os sonhos e o inconsciente, em contraste com a objetividade realista.
Utilizado em discussões sobre a abstração nas artes plásticas e a experimentação na literatura.
Representações
Presente em títulos de filmes, séries e obras literárias que exploram o fantástico, o onírico ou a distopia, como 'O Gabinete do Dr. Caligari' (cinema expressionista alemão) ou obras de autores como Jorge Luis Borges.
Comparações culturais
Inglês: 'Unrealism' ou 'Anti-realism', com usos similares em crítica literária e artística. Espanhol: 'Irrealismo', termo diretamente correspondente e com aplicação idêntica em contextos culturais e artísticos. Francês: 'Irrealisme', também empregado em discussões sobre arte e literatura.
Relevância atual
O termo 'irrealismo' mantém sua relevância em discussões sobre arte, literatura, filosofia e psicologia, servindo para categorizar e analisar produções que se afastam da representação estrita da realidade, valorizando a subjetividade, a imaginação e o fantástico.
Origem Etimológica
Formada a partir do prefixo 'ir-' (negação) e 'realismo', que por sua vez deriva de 'real', do latim 'realis', relativo a coisa, substância.
Entrada na Língua Portuguesa
O termo 'irrealismo' surge como um contraponto direto ao 'realismo', movimento artístico e literário que ganhou força no século XIX. Sua entrada na língua portuguesa acompanha a disseminação dessas correntes de pensamento.
Uso Contemporâneo
O 'irrealismo' é utilizado para descrever obras, ideias ou comportamentos que se afastam da representação fiel da realidade, explorando o fantástico, o subjetivo ou o abstrato. É uma palavra formal, encontrada em contextos acadêmicos, críticos e artísticos.
Prefixo 'ir-' (privativo) + 'realismo'.