julgava-se

Do latim 'iudicare', julgar. O pronome 'se' é um pronome pessoal oblíquo átono.

Origem

Latim

Deriva do latim 'iudicare', que significa 'dizer o direito', 'sentenciar', 'declarar'. O pronome 'se' tem origem no pronome latino 'se'.

Mudanças de sentido

Latim e Português Antigo

O sentido original de 'sentenciar', 'avaliar', 'ter opinião' se mantém. A forma 'julgava-se' pode indicar uma ação reflexiva ('ele se julgava') ou passiva ('era julgado').

Português Brasileiro Contemporâneo

O sentido primário de avaliação ou opinião é mantido. A nuance de 'era julgado' (voz passiva sintética) é comum, assim como a reflexiva 'ele próprio se avaliava'. → ver detalhes A forma 'julgava-se' é mais comum em contextos formais e literários, enquanto 'se julgava' predomina na fala informal brasileira. Essa distinção é um traço da variação linguística.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais portugueses, como as Cantigas de Santa Maria, já apresentam estruturas verbais com o pronome oblíquo em ênclise, indicando o uso da forma 'julgava-se' ou similares.

Momentos culturais

Literatura Clássica Brasileira

Presente em obras de Machado de Assis, José de Alencar e outros, onde a ênclise era a norma ou uma escolha estilística para conferir formalidade e ritmo.

Música Popular Brasileira

Embora menos comum em letras de música popular contemporânea devido à preferência pela próclise, pode aparecer em canções com intenção literária ou de resgate de linguagem.

Vida digital

A forma 'julgava-se' aparece em buscas por gramática normativa, análise literária e em citações de textos clássicos em blogs e fóruns.

Menos comum em memes ou viralizações, que tendem a usar a linguagem mais informal e a próclise ('se julgava').

Representações

Novelas e Filmes Históricos

Pode ser utilizada em diálogos de personagens em produções que retratam épocas passadas ou em contextos de formalidade extrema, para caracterizar a fala.

Comparações culturais

Inglês: A estrutura equivalente seria 'he/she/it was judging himself/herself/itself' (reflexivo) ou 'he/she/it was being judged' (passivo). A ênclise não tem paralelo direto na sintaxe inglesa. Espanhol: 'se juzgaba' (próclise é a norma na maioria dos contextos) ou 'juzgábase' (ênclise, mais formal ou literária, similar ao português). Francês: 'il/elle se jugeait' (próclise é a norma).

Relevância atual

A forma 'julgava-se' mantém sua relevância como um marcador de formalidade e correção gramatical no português brasileiro. É uma escolha estilística que denota conhecimento da norma culta e é frequentemente encontrada em textos acadêmicos, jurídicos e literários, contrastando com o uso mais flexível e próclise predominante na linguagem falada e informal.

Origem Latina e Formação do Verbo

Século XIII - O verbo 'julgar' deriva do latim 'iudicare', que significa 'dizer o direito', 'declarar', 'sentenciar'. A forma 'julgava-se' é uma construção gramatical que se consolida com a evolução do português.

Consolidação no Português Medieval e Clássico

Séculos XIV-XVIII - A forma 'julgava-se' já existia e era utilizada na escrita e na fala, refletindo a conjugação verbal e o uso da próclise/ênclise em diferentes contextos. O 'se' como pronome reflexivo ou apassivador era comum.

Uso no Português Moderno e Brasileiro

Séculos XIX-XXI - A forma 'julgava-se' mantém sua estrutura gramatical e seu significado original, sendo amplamente utilizada na literatura, na imprensa e na comunicação oral. No Brasil, a preferência pela próclise ('se julgava') em detrimento da ênclise ('julgava-se') é mais acentuada em contextos informais, mas a forma clássica persiste em registros formais e literários.

Presença na Atualidade

Atualidade - 'Julgava-se' é uma forma verbal perfeitamente compreendida e utilizada no português brasileiro, especialmente em textos formais, literários e em discursos que buscam um tom mais polido ou arcaizante. Sua presença digital é majoritariamente em citações literárias, análises gramaticais e em conteúdos que remetem a narrativas históricas ou literárias.

julgava-se

Do latim 'iudicare', julgar. O pronome 'se' é um pronome pessoal oblíquo átono.

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