lânguido
Do latim 'languĭdus', de 'languēre' (estar mole, enfraquecer).
Origem
Do latim 'languĭdus', significando mole, frouxo, desfalecido. Relacionado ao verbo 'languēre' (murchar, enfraquecer).
Mudanças de sentido
O sentido central de falta de vigor, moleza ou desfalecimento permaneceu estável ao longo do tempo, sendo aplicado tanto a estados físicos quanto emocionais.
Embora o sentido base seja constante, o uso pode variar em nuances, descrevendo desde a fadiga extrema até uma delicadeza afetada ou uma beleza etérea e frágil.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, com o sentido de desfalecimento ou fraqueza.
Momentos culturais
Frequentemente associada a temas de melancolia, amor não correspondido e sofrimento, características marcantes da estética romântica na literatura e nas artes.
A palavra pode aparecer em contextos que exploram a fragilidade humana ou a decadência de certos valores, embora com menor proeminência que no Romantismo.
Vida emocional
Associada a sentimentos de tristeza, cansaço, desânimo, mas também a uma beleza delicada, etérea e por vezes sensual.
Comparações culturais
Inglês: 'languid' (com sentido similar de moleza, falta de energia, preguiçoso). Espanhol: 'lánguido' (com o mesmo sentido de moleza, desfalecido, sem vigor). Francês: 'langoureux' (com conotação de saudade, melancolia e desejo).
Relevância atual
A palavra 'lânguido' é considerada formal e dicionarizada, sendo utilizada em contextos literários, poéticos ou para descrever estados de fraqueza física ou emocional de forma mais elaborada. Seu uso em conversas cotidianas é menos frequente, mas ainda compreendido.
Origem Etimológica
Deriva do latim 'languĭdus', que significa mole, frouxo, desfalecido, sem vigor. Este, por sua vez, vem do verbo 'languēre', que significa murchar, definhar, enfraquecer.
Entrada no Português
A palavra 'lânguido' foi incorporada ao léxico português, provavelmente através do latim vulgar ou de influências literárias, mantendo seu sentido original de falta de vigor ou ânimo.
Uso Literário e Clássico
Frequentemente utilizada na literatura para descrever estados de prostração física ou emocional, paisagens melancólicas ou personagens em sofrimento.
Uso Contemporâneo
Mantém seu significado dicionarizado, sendo empregada em contextos formais e literários para evocar sensações de moleza, cansaço, desânimo ou uma beleza delicada e frágil.
Do latim 'languĭdus', de 'languēre' (estar mole, enfraquecer).