lêssemos
Do latim 'legere'.
Origem
Deriva do verbo latino 'legere' (ler, escolher, reunir), com a formação específica do pretérito imperfeito do subjuntivo para a primeira e terceira pessoa do plural.
Mudanças de sentido
O sentido central de 'ler' permaneceu inalterado. A mudança reside na evolução gramatical e no contexto de uso, passando de uma forma verbal em desenvolvimento para uma marca de formalidade e norma culta.
A palavra 'lêssemos' carrega consigo a nuance de uma ação não realizada ou hipotética no passado, inerente ao modo subjuntivo. Sua função gramatical é o principal aspecto de sua 'evolução', mais do que uma mudança semântica profunda.
Primeiro registro
Registros de formas verbais semelhantes a 'lêssemos' podem ser encontrados em documentos e textos literários do português arcaico, embora a padronização ortográfica e gramatical tenha se consolidado posteriormente.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Camões, Machado de Assis e outros, onde o modo subjuntivo era frequentemente empregado para expressar desejos, condições e incertezas.
Comparações culturais
Inglês: A forma correspondente seria 'we/they might read' ou 'we/they were to read' (subjuntivo imperfeito), usada em contextos hipotéticos ou de desejo. Espanhol: 'leyéramos' ou 'leyésemos' (pretérito imperfecto de subjuntivo), com função gramatical similar. Francês: 'nous/ils lisions' (subjonctif imparfait), também para expressar hipóteses ou desejos no passado.
Relevância atual
Mantém sua relevância como parte da gramática normativa do português brasileiro. É um marcador de formalidade e conhecimento da norma culta, essencial em contextos acadêmicos, jurídicos e literários. Sua raridade no discurso informal a distingue como uma palavra de registro elevado.
Origem Latina e Formação Verbal
A forma 'lêssemos' deriva do verbo latino 'legere', que significa 'ler', 'escolher', 'reunir'. A conjugação no pretérito imperfeito do subjuntivo se desenvolveu ao longo da evolução do latim vulgar para o português arcaico.
Português Arcaico e Consolidação
No português arcaico, as formas verbais do subjuntivo começaram a se consolidar. 'Lêssemos' já existia como uma forma gramaticalmente correta para expressar ações hipotéticas, desejadas ou incertas no passado.
Período Moderno e Uso Literário
Com a consolidação da gramática normativa, 'lêssemos' se estabeleceu como a forma padrão para a primeira e terceira pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo 'ler'. Foi amplamente utilizada na literatura clássica e moderna.
Uso Contemporâneo e Formalidade
Atualmente, 'lêssemos' é uma palavra formal, encontrada em textos literários, acadêmicos e em contextos que exigem a norma culta da língua portuguesa. Seu uso em conversas informais é raro, sendo substituído por construções mais simples ou outras formas verbais.
Do latim 'legere'.