lapsos

Do latim 'lapsus', particípio passado de 'labi' (escorregar, cair).

Origem

Latim

Do latim 'lapsus', particípio passado de 'labor' (cair, deslizar, escorregar). Inicialmente, referia-se a uma queda física ou a um erro de percurso.

Mudanças de sentido

Latim e Português Antigo

Deslize físico, erro, falha geral.

Século XIX-XX (Psicanálise)

Falha que revela o inconsciente (lapsus linguae, lapsus calami). → ver detalhes

A psicanálise freudiana popularizou a ideia de que os lapsos não são acidentais, mas sim manifestações de desejos reprimidos ou pensamentos ocultos. Isso deu ao termo uma carga psicológica mais profunda e específica.

Atualidade

Esquecimento, erro de fala, falha momentânea, deslize. O sentido psicanalítico coexiste com um uso mais geral e menos carregado.

Primeiro registro

Séculos XIII-XIV

Registros em textos medievais em latim e nos primórdios do português, frequentemente em contextos religiosos e jurídicos, referindo-se a erros ou deslizes.

Momentos culturais

Final do Século XIX e Início do Século XX

A popularização da psicanálise por Sigmund Freud e seus seguidores, que deu ao termo 'lapsus' um lugar central na teoria e prática clínica, influenciando a literatura e o pensamento ocidental.

Meados do Século XX

O uso recorrente em obras literárias e cinematográficas que exploram a psicologia humana e os mistérios da mente.

Vida digital

Buscas por 'lapsos de memória' e 'lapsos verbais' são comuns em motores de busca, indicando interesse em questões de saúde e cognição.

O termo é usado em discussões online sobre erros comuns, esquecimentos do dia a dia e até em contextos de humor sobre falhas cotidianas.

Menos propenso a viralizações como memes, mas presente em discussões sobre psicologia e autoconhecimento.

Comparações culturais

Inglês: 'lapse' (com sentido similar, especialmente 'lapse of memory' ou 'lapse in judgment'). Espanhol: 'lapsus' (mantém a forma e o sentido, especialmente 'lapsus linguae' e 'lapsus memoriae'). Francês: 'lapsus' (também de origem latina, com uso similar, notadamente 'lapsus linguae'). Alemão: 'Lapsus' (adotado do latim, com o mesmo significado).

Relevância atual

A palavra 'lapsos' mantém sua relevância em diversos campos: na psicologia e neurologia para descrever falhas cognitivas; na linguagem cotidiana para erros comuns; e na cultura popular, onde o conceito freudiano ainda é evocado para explicar deslizes inesperados.

No português brasileiro, o termo é amplamente compreendido e utilizado, refletindo a influência do latim e da psicanálise na formação do vocabulário.

Origem Etimológica e Entrada no Latim

Século I d.C. — do latim 'lapsus', particípio passado do verbo 'labor', que significa cair, deslizar, escorregar. Originalmente, referia-se a uma queda física ou a um erro de percurso.

Evolução no Português Antigo e Clássico

Séculos XIII-XVIII — A palavra 'lapsus' (no plural, 'lapsos') entra no vocabulário português, mantendo o sentido de deslize, erro, falha, especialmente em textos religiosos e jurídicos. O termo 'lapsus linguae' (deslize da língua) ganha popularidade.

Consolidação do Sentido Psicológico

Século XIX-XX — Com o advento da psicanálise, especialmente com Freud, o termo 'lapsus' (e 'lapsos') adquire um significado mais profundo, referindo-se a falhas de memória, de fala ou de ação que revelam desejos ou pensamentos inconscientes. O termo 'lapsus calami' (deslize da pena) também se torna comum.

Uso Contemporâneo no Português Brasileiro

Atualidade — 'Lapsos' é amplamente utilizado em contextos cotidianos, psicológicos, acadêmicos e técnicos para descrever esquecimentos, erros de fala, falhas de memória ou deslizes momentâneos, sem necessariamente carregar a conotação freudiana, embora esta ainda seja reconhecida.

lapsos

Do latim 'lapsus', particípio passado de 'labi' (escorregar, cair).

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