leixar
Derivado do latim 'laxare', com alteração fonética.
Origem
Do latim vulgar 'laxare', com o sentido de 'soltar', 'afrouxar', 'permitir'. Relacionado ao latim clássico 'laxus' (largo, frouxo).
Mudanças de sentido
Significava 'deixar', 'permitir', 'abandonar', 'soltar'.
Gradualmente substituído por 'deixar', que se tornou a forma predominante. 'Leixar' passou a ser considerado arcaico.
A substituição de 'leixar' por 'deixar' é um exemplo de evolução fonética e morfológica na língua portuguesa, onde formas mais antigas cedem lugar a outras mais recentes ou mais difundidas.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como as cantigas galego-portuguesas e documentos administrativos da época.
Momentos culturais
Presença frequente em textos literários e jurídicos da Idade Média portuguesa, atestando seu uso corrente.
Menções em estudos de filologia e linguística histórica que analisam a evolução do português.
Comparações culturais
Inglês: A palavra 'leave' (deixar, partir) tem uma origem germânica distinta, mas compartilha a ideia de 'soltar' ou 'afastar'. Espanhol: 'dejar' (deixar, permitir) deriva do latim 'de' + 'laxare', mostrando uma evolução paralela ao português 'leixar'/'deixar'.
Relevância atual
A forma 'leixar' é considerada arcaica e não faz parte do vocabulário ativo do português brasileiro contemporâneo, exceto em contextos acadêmicos ou literários específicos que visam a preservação ou estudo de formas antigas. A forma 'deixar' é a norma padrão.
Origem Etimológica e Uso Medieval
Século XIII - Derivado do latim vulgar 'laxare', que significa 'soltar', 'afrouxar', 'permitir'. Em português arcaico, 'leixar' era uma forma comum para 'deixar', 'permitir', 'abandonar'.
Evolução no Português
Séculos XIV-XVIII - O verbo 'leixar' coexistiu com 'deixar', sendo gradualmente substituído por este último na maioria dos contextos. Manteve-se em alguns usos regionais e em formas verbais específicas.
Uso Contemporâneo
Atualidade - A forma 'leixar' é arcaica e raramente utilizada na norma culta do português brasileiro. É encontrada principalmente em textos históricos, literários que buscam resgatar o português antigo, ou em contextos de pesquisa linguística. A terceira pessoa do singular do presente do indicativo seria 'leixa', mas a forma mais comum e dicionarizada é 'deixa'.
Derivado do latim 'laxare', com alteração fonética.