lisonjeia

Do latim 'lisoniare', que significa bajular, adular.

Origem

Século XIV

Do latim 'lisonja', derivado do grego 'lēidē' (esquecimento).

Mudanças de sentido

Séculos XV-XVI

Adulação, bajulação, especialmente em contextos de corte.

Séculos XVII-XIX

Elogio interesseiro, subserviência, com forte conotação negativa.

Século XX-Atualidade

Elogio, adulação, podendo variar de interesseiro a sincero dependendo do contexto. A forma 'lisonjeia' é a conjugação verbal que descreve a ação de quem lisonjeia.

A palavra 'lisonjeia' como forma verbal (ex: 'Ele lisonjeia o chefe') carrega a ação de elogiar. O contexto social e a intenção por trás do elogio determinam se a ação é vista como positiva (agradar, reconhecer) ou negativa (bajular, enganar).

Primeiro registro

Séculos XV-XVI

Registros em textos literários e administrativos da época, indicando o uso da palavra no vocabulário formal.

Momentos culturais

Século XVII

Presente em peças teatrais e crônicas que satirizavam a vida na corte e as relações de poder baseadas em adulação.

Século XIX

Utilizada em romances realistas e naturalistas para descrever personagens manipuladores ou subservientes em busca de ascensão social.

Vida emocional

Associada a sentimentos de desconfiança, falsidade e manipulação quando usada pejorativamente. Pode evocar admiração ou afeto quando o elogio é percebido como genuíno.

Comparações culturais

Inglês: 'flatter' (elogiar excessivamente, bajular). Espanhol: 'halagar' (elogiar, acariciar), 'adular' (adular, bajular). O uso de 'lisonjeia' em português se alinha com a nuance de adulação presente em 'adular' no espanhol e 'flatter' no inglês, mas também pode abranger o sentido mais neutro de 'halagar'.

Relevância atual

A palavra 'lisonjeia' é formal e dicionarizada, mantendo seu uso em contextos que exigem precisão vocabular. É empregada para descrever atos de elogio, seja ele sincero ou interesseiro, em discursos formais, literários e em análises de comportamento social. Sua presença em conversas cotidianas é menos frequente que em épocas anteriores, mas permanece compreendida e utilizada em situações específicas.

Origem Etimológica

Século XIV — do latim 'lisonja', que por sua vez deriva do grego 'lēidē', significando 'esquecimento', possivelmente em referência ao esquecimento da verdade em prol de elogios vazios.

Entrada no Português

Séculos XV-XVI — A palavra 'lisonja' e suas derivações, como 'lisonjear' e 'lisonjeia', entram na língua portuguesa, inicialmente com um sentido próximo ao de adulação e bajulação, frequentemente associado a cortes e à nobreza.

Uso Literário e Social

Séculos XVII-XIX — A palavra é amplamente utilizada na literatura clássica e no discurso social para descrever comportamentos de subserviência e interesse, muitas vezes com conotação negativa. A forma 'lisonjeia' (terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo lisonjear) aparece em textos que retratam interações sociais complexas.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — 'Lisonjeia' mantém seu sentido de elogiar ou adular, mas pode ser usada de forma mais branda, indicando um elogio sincero ou uma tentativa de agradar. O contexto determina a carga pejorativa ou neutra. A palavra é formal e dicionarizada, encontrada em diversos registros linguísticos.

lisonjeia

Do latim 'lisoniare', que significa bajular, adular.

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