Palavras

lisonjeiam

Derivado de 'lisonja' (do latim 'laudatione', acusativo de 'laudatio', 'louvor').

Origem

Idade Média

Do latim 'lisonjare', possivelmente relacionado a 'laudare' (elogiar) ou a uma raiz germânica para 'elogio'.

Mudanças de sentido

Idade Média - Atualidade

O sentido principal de adular ou elogiar excessivamente com segundas intenções permaneceu estável.

Embora o sentido central de adulação com intenção oculta tenha se mantido, o contexto de uso evoluiu. De bajulação em cortes reais e eclesiásticas, passou a abranger relações de poder em ambientes corporativos e sociais, sempre com uma conotação negativa de falsidade.

Primeiro registro

Século XIII

Registros em textos medievais portugueses indicam o uso da forma verbal 'lisonjear' e suas conjugações.

Momentos culturais

Século XVII

Presente em obras literárias que retratam a vida na corte, como em peças de teatro e crônicas, onde a lisonja era uma ferramenta social comum.

Século XIX

Utilizada em romances realistas e naturalistas para descrever personagens manipuladores e a hipocrisia social.

Conflitos sociais

Período Colonial - Atualidade

A palavra está associada a dinâmicas de poder e desigualdade, onde a lisonja é usada para manter ou ascender socialmente, gerando desconfiança e ressentimento.

Vida emocional

Carrega um peso negativo, associada à falsidade, manipulação e falta de autenticidade.

Representações

Século XX - Atualidade

Personagens que 'lisonjeiam' são frequentemente retratados em novelas, filmes e séries como antagonistas ou figuras cômicas, evidenciando a percepção social negativa da prática.

Comparações culturais

Inglês: 'flatter' (elogiar excessivamente, bajular). Espanhol: 'halagar' (elogiar, acariciar, adular) ou 'adular' (adular, lisonjear). O conceito de adulação com segundas intenções é universal, mas a nuance e a frequência de uso das palavras variam.

Relevância atual

Atualidade

Embora menos comum na fala cotidiana, 'lisonjeiam' é uma palavra formal que descreve um comportamento social persistente, especialmente em contextos de poder, política e relações interpessoais onde a autenticidade é questionada.

Origem Etimológica

Deriva do latim 'lisonjare', que por sua vez tem origem incerta, possivelmente ligada a 'laudare' (elogiar) ou a uma raiz germânica relacionada a 'elogio' ou 'louvor'.

Entrada e Evolução no Português

A palavra 'lisonjear' e suas conjugações, como 'lisonjeiam', foram incorporadas ao português arcaico, mantendo o sentido de adular ou elogiar de forma excessiva, muitas vezes com intenção de obter favores.

Uso Literário e Formal

Ao longo dos séculos, 'lisonjeiam' foi amplamente utilizada na literatura clássica e em textos formais para descrever comportamentos de bajulação em cortes, na política e em relações sociais hierárquicas.

Uso Contemporâneo

A palavra 'lisonjeiam' é reconhecida como formal e dicionarizada, mantendo seu sentido original de adulação, embora seu uso em conversas cotidianas seja menos frequente em comparação com sinônimos mais informais.

lisonjeiam

Derivado de 'lisonja' (do latim 'laudatione', acusativo de 'laudatio', 'louvor').

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