literariedade
Derivado de 'literário' + sufixo '-dade'.
Origem
Derivação de 'literário' (do latim litterarius, relativo a letras, escrito) com o sufixo abstrato de qualidade '-dade' (do latim -tate).
Mudanças de sentido
Conceito inicial focado nas características formais e estilísticas que distinguem a literatura de outros discursos.
Inicialmente, a 'literariedade' era associada a elementos como a ficcionalidade, a linguagem poética, a estrutura narrativa e a função estética, em contraste com a linguagem utilitária ou informativa.
Expansão para incluir a relação do texto com o leitor e o contexto cultural.
A noção de 'literariedade' evoluiu para abranger não apenas as qualidades intrínsecas do texto, mas também a forma como ele é percebido e interpretado pelo leitor, e como se insere em um sistema de valores culturais e literários. A discussão sobre o que constitui 'literariedade' tornou-se mais complexa e menos centrada em regras fixas.
Primeiro registro
A palavra 'literariedade' começa a aparecer em textos acadêmicos e de crítica literária em português, refletindo debates teóricos europeus sobre a natureza da literatura.
Momentos culturais
Influência da Teoria Literária Formalista Russa e do Estruturalismo, que buscavam definir os 'literários' de um texto.
Debates pós-estruturalistas e da Teoria da Recepção questionam a objetividade da 'literariedade', enfatizando o papel do leitor e do contexto.
Comparações culturais
Inglês: 'Literariness' (termo cunhado por críticos como Roman Jakobson). Espanhol: 'Literariedad' (conceito similar, também influenciado por teorias literárias europeias). Francês: 'Littérarité' (conceito central na crítica literária francesa).
Relevância atual
A 'literariedade' continua sendo um conceito fundamental na teoria literária e na crítica, embora sua definição seja objeto de constante debate e reinterpretação. É usada para analisar a especificidade da linguagem literária e sua distinção de outras formas de comunicação, especialmente em um contexto de crescente hibridismo midiático e discursivo.
Origem e Formação
Século XIX - Formação a partir do radical 'literário' (do latim litterarius, relativo a letras) com o sufixo '-dade' (do latim -tate, indicando qualidade ou estado).
Entrada e Uso Acadêmico
Primeira metade do século XX - A palavra começa a ser utilizada em estudos literários e crítica literária, especialmente em ambientes acadêmicos, para descrever a qualidade intrínseca da obra literária.
Uso Contemporâneo
Final do século XX até a atualidade - Consolidação do termo em discussões acadêmicas e críticas, com expansão para debates sobre a natureza da linguagem e da arte literária.
Derivado de 'literário' + sufixo '-dade'.