longanimidade
Do latim 'longanimitas, -atis', de 'longus' (longo) + 'animus' (alma, espírito).
Origem
Deriva do latim 'longanimitas', que une 'longus' (longo) e 'animus' (ânimo, espírito), traduzindo-se como 'longo ânimo' ou 'paciência duradoura'.
Mudanças de sentido
Associada a virtudes cristãs, como a paciência de Deus e a capacidade humana de suportar o sofrimento sem revolta. Era vista como uma qualidade espiritual elevada.
Preservou seu sentido de paciência virtuosa e tolerância, sendo utilizada em textos literários, filosóficos e religiosos para descrever um temperamento calmo e resiliente diante das dificuldades.
A palavra é raramente usada na linguagem cotidiana, mantendo-se em registros formais. Seu sentido de paciência e clemência é compreendido, mas a palavra em si soa arcaica para muitos falantes.
A qualidade que a palavra descreve (longanimidade) é valorizada, mas o termo específico é pouco empregado, sendo substituído por sinônimos mais comuns como 'paciência', 'tolerância' ou 'resiliência'.
Primeiro registro
Registros em textos religiosos e jurídicos medievais em português, refletindo a influência do latim eclesiástico e a importância da virtude.
Momentos culturais
Presente em obras que abordam temas morais e espirituais, como sermões, hagiografias e tratados de teologia, onde a longanimidade é exaltada como virtude cristã.
Pode ser encontrada em obras literárias que retratam personagens com grande força moral e estoicismo diante das adversidades.
Comparações culturais
Inglês: 'longanimity' (pouco comum, similar em sentido e uso restrito). Espanhol: 'longanimidad' (também formal e pouco usual no dia a dia, com sentido idêntico). Francês: 'longanimité' (idem). Italiano: 'longanimità' (idem).
Relevância atual
A palavra 'longanimidade' é formal e dicionarizada, mas seu uso é restrito a contextos acadêmicos, religiosos ou literários. A qualidade que ela descreve, no entanto, continua sendo um ideal em diversas culturas, embora expressa por termos mais correntes como 'paciência', 'tolerância' ou 'resiliência'.
Origem Etimológica
Século XIII — do latim 'longanimitas', composto por 'longus' (longo) e 'animus' (ânimo, espírito), significando 'longo ânimo' ou 'paciência prolongada'.
Entrada no Português
Idade Média — A palavra entra no vocabulário português, possivelmente através do latim eclesiástico, associada a virtudes cristãs como a paciência e a clemência divina e humana.
Uso Formal e Moderno
Séculos XIX-XX — Mantém seu uso em contextos formais, literários e religiosos, denotando uma paciência virtuosa e uma capacidade de suportar adversidades com serenidade.
Uso Contemporâneo
Atualidade — A palavra é formal e dicionarizada, com uso restrito a contextos que exigem um vocabulário mais erudito ou para enfatizar a virtude da paciência e da tolerância em situações de conflito ou sofrimento.
Do latim 'longanimitas, -atis', de 'longus' (longo) + 'animus' (alma, espírito).