míngua
Do latim 'mingua', forma feminina de 'minguus', que significa 'pouco'.
Origem
Do latim 'mingua', forma verbal de 'minguo', que significa diminuir, escorrer, faltar.
Mudanças de sentido
Sentido de diminuição, escassez, falta de algo. Ex: 'a mingua de pão', 'a mingua de tempo'.
Mantém o sentido original de escassez e falta, sendo comum em expressões como 'estar à mingua' (estar em falta, necessitado) ou 'a mingua de' (na falta de).
A palavra 'míngua' é formalmente dicionarizada com o significado de diminuição, escassez, falta. Sua persistência no vocabulário demonstra a estabilidade semântica de termos com origens latinas claras. A expressão 'à mingua' é particularmente resiliente no uso coloquial.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, com o sentido de diminuição ou falta.
Momentos culturais
Presente em crônicas e relatos históricos que descrevem períodos de fome, escassez de recursos ou dificuldades econômicas.
Utilizada em obras literárias para evocar sentimentos de privação, carência ou a ausência de algo essencial.
Comparações culturais
Inglês: 'scarcity', 'lack', 'dearth'. Espanhol: 'escasez', 'falta', 'mengua' (termo mais arcaico, mas com a mesma raiz e sentido). O termo espanhol 'mengua' é um cognato direto, derivado do mesmo radical latino 'minguo', e carrega um sentido similar de diminuição ou escassez.
Relevância atual
A palavra 'míngua' mantém sua relevância em contextos que descrevem carência material, emocional ou de recursos. É uma palavra que, apesar de não ser de uso diário para todos, é compreendida e utilizada para expressar a ausência ou diminuição de algo de forma precisa. Sua presença em dicionários como 'Palavra formal/dicionarizada' (contexto RAG) atesta sua validade e uso estabelecido na língua portuguesa.
Origem Latina e Primeiros Usos
Origem no latim 'mingua', forma verbal de 'minguo', que significa diminuir, escorrer, faltar. A palavra portuguesa 'míngua' herda diretamente esse sentido de escassez e diminuição.
Evolução no Português
A palavra 'míngua' entra na língua portuguesa com seu sentido original de diminuição ou falta. É utilizada em contextos que denotam escassez de recursos, alimentos ou até mesmo de qualidades.
Uso Contemporâneo
Mantém o sentido de escassez, falta ou diminuição, sendo frequentemente empregada em expressões idiomáticas e no discurso formal e informal para descrever situações de carência.
Do latim 'mingua', forma feminina de 'minguus', que significa 'pouco'.