macaco-grande

Composto de 'macaco' (origem incerta, possivelmente africana) e 'grande' (latim 'grandis').

Origem

Século XVI

Derivação de 'macaco' (origem africana, possivelmente do quimbundo 'm'kako') com o adjetivo 'grande'. O termo 'macaco' já estava presente no português desde o século XV. A junção 'macaco-grande' surge para especificar primatas de maior porte.

Mudanças de sentido

Séculos XVI - XIX

Primariamente descritivo, referindo-se a espécies de primatas de grande porte, como bugios ou muriquis, observados no Brasil.

Século XX - Atualidade

Mantém o sentido zoológico, mas pode ser usado informalmente para descrever algo ou alguém de grande porte, embora menos comum que outros termos. Em contextos de conservação, refere-se especificamente a espécies ameaçadas de grande porte.

Primeiro registro

Século XVIII

Registros em relatos de naturalistas e exploradores europeus que visitaram o Brasil, descrevendo a fauna local. Exemplo: 'História Natural' de Buffon (traduções e edições portuguesas).

Momentos culturais

Século XX

Aparece em literatura infantil e em documentários sobre a fauna brasileira, contribuindo para a popularização do termo no contexto de animais nativos.

Atualidade

Presente em campanhas de conscientização sobre a preservação da Mata Atlântica e de espécies como o muriqui, o maior primata das Américas.

Conflitos sociais

Século XX - Atualidade

O termo 'macaco' em si tem um histórico de uso pejorativo e racista no Brasil. Embora 'macaco-grande' seja primariamente zoológico, a associação com 'macaco' pode, em contextos informais e descontextualizados, carregar conotações negativas, embora seja raro e geralmente evitado.

Vida emocional

Século XX - Atualidade

Geralmente associado à admiração pela natureza, à grandiosidade e à importância ecológica. Em contextos de conservação, evoca preocupação e urgência. O uso pejorativo do termo 'macaco' pode gerar desconforto, mas 'macaco-grande' raramente carrega essa carga emocional negativa por si só.

Vida digital

Atualidade

Buscas relacionadas a espécies específicas (ex: 'muriqui', 'bugio'), documentários e artigos sobre biodiversidade brasileira. Menos proeminente em memes ou gírias digitais comparado a outros termos.

Representações

Século XX - Atualidade

Aparece em programas de TV sobre natureza (ex: 'Globo Repórter', documentários da BBC com dublagem brasileira), filmes de animação com temática animal e em materiais educativos sobre a fauna brasileira.

Comparações culturais

Atualidade

Inglês: 'Large monkey' ou nomes específicos de espécies como 'Howler monkey' (bugio) ou 'Woolly monkey' (macaco-lanudo). Espanhol: 'Mono grande' ou nomes de espécies como 'mono aullador' ou 'mono lanudo'. O termo composto em português é mais específico para a descrição geral de tamanho.

Relevância atual

Atualidade

O termo 'macaco-grande' mantém sua relevância primariamente no campo da zoologia e da conservação ambiental, sendo crucial para a identificação e estudo de primatas de maior porte no Brasil. Seu uso coloquial é menos frequente, mas compreendido no contexto de animais de grande porte.

Período Colonial e Imperial (Séculos XVI - XIX)

Entrada no léxico brasileiro através do português europeu, referindo-se a primatas de grande porte observados na fauna local. Uso inicial descritivo e zoológico.

Início do Período Moderno (Século XX)

Consolidação do termo em publicações científicas e relatos de viagens. Possível surgimento de usos figurados em contextos regionais.

Período Contemporâneo (Final do Século XX - Atualidade)

Uso mais disseminado em linguagem coloquial e em contextos de conservação ambiental. Possível ressignificação em gírias ou expressões populares.

macaco-grande

Composto de 'macaco' (origem incerta, possivelmente africana) e 'grande' (latim 'grandis').

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