mais-ainda
Combinação do advérbio 'mais' com o advérbio 'ainda'.
Origem
Composição de 'mais' (latim 'magis') e 'ainda' (latim 'ad hanc' ou 'ad iam'). A junção cria um advérbio composto com valor intensificador e aditivo.
Mudanças de sentido
Principalmente como intensificador de quantidade, grau ou tempo, significando 'em maior quantidade', 'em maior grau' ou 'ainda mais'.
Mantém o sentido original, mas pode adquirir um tom mais coloquial, enfático ou até irônico, dependendo do contexto. Usado para reforçar uma ideia ou expressar surpresa/ênfase.
Em contextos informais, 'mais-ainda' pode ser usado para enfatizar uma qualidade ou situação que já é notável, como em 'Ele já era chato, mas hoje está mais-ainda!'.
Primeiro registro
Registros em textos literários e gramaticais da época indicam o uso consolidado da forma composta.
Momentos culturais
Presente em obras da literatura brasileira, como em romances e crônicas, para adicionar ênfase descritiva ou expressiva.
Uso frequente em telenovelas e programas de auditório para criar momentos de clímax ou reforçar falas.
Vida digital
Utilizado em redes sociais e fóruns online para expressar intensidade, surpresa ou humor. Frequentemente aparece em comentários e legendas.
Pode ser encontrado em memes e virais da internet, muitas vezes com um tom exagerado ou irônico para descrever situações extremas.
Comparações culturais
Inglês: 'even more', 'more and more', 'further'. Espanhol: 'aún más', 'todavía más', 'cada vez más'. O português 'mais-ainda' tem uma estrutura composta que enfatiza a continuidade ou o aumento de um estado ou ação.
Relevância atual
Continua sendo uma expressão comum e eficaz no português brasileiro para adicionar ênfase e intensidade, tanto em contextos formais quanto informais, adaptando-se facilmente à linguagem digital e cotidiana.
Formação e Composição
Séculos XV-XVI — Formado pela junção do advérbio 'mais' (do latim 'magis') com o advérbio 'ainda' (do latim 'ad hanc' ou 'ad iam'). A combinação visa intensificar a ideia de adição ou continuidade.
Consolidação e Uso
Séculos XVII-XIX — O uso de 'mais-ainda' se consolida na língua escrita e falada, funcionando como um intensificador para expressar um grau maior de algo já mencionado ou implícito. Aparece em textos literários e documentos oficiais.
Uso Contemporâneo
Séculos XX-XXI — Mantém sua função de intensificador, mas ganha nuances de informalidade e expressividade, especialmente na fala cotidiana e em contextos digitais. Pode ser usado com tom irônico ou enfático.
Combinação do advérbio 'mais' com o advérbio 'ainda'.