malquerença
Composto de 'mal' + 'querença' (afeição, estima).
Origem
Composta por 'malus' (mau) e 'querentia' (queixa, lamento), referindo-se a um estado de desafeição ou má vontade.
Mudanças de sentido
O sentido de desafeição, antipatia ou má vontade se manteve estável desde sua origem latina até sua incorporação ao português.
A palavra 'malquerença' não sofreu grandes alterações semânticas ao longo de sua história no português, preservando seu núcleo de significado relacionado a sentimentos negativos de aversão ou descontentamento para com alguém.
Primeiro registro
Registros em textos literários e documentos administrativos da época indicam o uso da palavra com seu sentido original.
Momentos culturais
A palavra aparece em obras literárias clássicas, como em romances e peças de teatro, para descrever relações interpessoais complexas e conflitos velados.
Vida emocional
Associada a sentimentos de ressentimento, antipatia e descontentamento, carregando um peso emocional de desaprovação e má vontade.
Comparações culturais
Inglês: 'ill will', 'animosity', 'dislike'. Espanhol: 'desafección', 'antipatía', 'mala voluntad'. Ambas as línguas possuem termos diretos para expressar o mesmo sentimento, embora 'malquerença' em português soe mais formal e literário.
Relevância atual
A palavra 'malquerença' é raramente utilizada no discurso informal brasileiro, sendo mais comum em contextos literários, acadêmicos ou em situações que exigem um registro de linguagem mais elevado e formal. Seu uso é restrito a descrever sentimentos de desafeição profunda e persistente.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do latim 'malus' (mau) e 'querentia' (queixa, lamento), indicando um sentimento de desafeição ou má vontade. A palavra se estabelece no vocabulário formal.
Uso Literário e Formal
Séculos XVII a XIX — Presente em textos literários e documentos formais, denotando antipatia ou inimizade de forma polida e, por vezes, arcaica.
Uso Contemporâneo
Século XX e Atualidade — A palavra 'malquerença' é considerada formal e pouco usual no discurso cotidiano, mantendo seu sentido original de desafeição ou má vontade, mas raramente empregada em conversas informais.
Composto de 'mal' + 'querença' (afeição, estima).