mandastes
Do latim 'mandare'.
Origem
Deriva do verbo latino 'mandare', com o sentido de 'entregar', 'confiar', 'ordenar'.
Evolução da conjugação verbal para a segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, com a terminação '-astes'.
Mudanças de sentido
Refere-se a uma ação de ordenar, enviar ou confiar realizada no passado, dirigida a 'vós'.
A forma 'mandastes' é considerada arcaica ou formal, sendo substituída na comunicação corrente por 'vocês mandaram'. Seu uso é restrito a contextos específicos.
O uso de 'mandastes' no português brasileiro atual é raro na fala cotidiana, sendo mais comum em textos literários, religiosos, ou em situações onde se busca intencionalmente um registro formal ou arcaizante. A mudança se deu pela substituição do pronome 'vós' por 'vocês' e a consequente adaptação da conjugação verbal.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos notariais, onde a conjugação verbal era plenamente estabelecida.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas portuguesas e brasileiras coloniais, como em cartas e relatos de viagem, refletindo a norma culta da época.
Pode aparecer em obras literárias que buscam recriar ambientes históricos ou em textos que intencionalmente utilizam um registro formal e erudito.
Vida emocional
Associada a um tom de formalidade, respeito ou, em alguns contextos, a uma certa distância ou autoridade, devido ao seu caráter arcaico e formal no português brasileiro.
Comparações culturais
Inglês: A forma 'mandastes' não tem um equivalente direto em termos de conjugação verbal arcaica de uso comum. O inglês moderno usa 'you commanded' para singular e plural, tendo abandonado formas como 'thou commandedst'. Espanhol: O espanhol possui formas verbais correspondentes à segunda pessoa do plural (vosotros), como 'mandasteis', que também é considerada mais formal ou regional em comparação com 'ustedes mandaron' em muitas variantes latino-americanas. Francês: O francês moderno usa 'vous avez commandé' para singular e plural formal/plural, tendo abandonado o 'tu commandas' (segunda pessoa do singular) e o 'vous commandâtes' (segunda pessoa do plural histórico) em contextos cotidianos.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'mandastes' é uma forma verbal de uso restrito, encontrada principalmente em textos literários, religiosos, acadêmicos ou em contextos que visam um registro formal, arcaizante ou de erudição. Na comunicação oral e na escrita informal, foi amplamente substituída por 'vocês mandaram'.
Origem Latina e Formação do Português
A forma 'mandastes' deriva do verbo latino 'mandare', que significa 'entregar', 'confiar', 'ordenar'. No português arcaico, a conjugação verbal evoluiu, mantendo a raiz latina e adaptando-se às regras gramaticais da língua em formação. A terminação '-astes' é característica da segunda pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo.
Uso na Língua Clássica e Colonial
Durante os períodos de formação e consolidação do português, especialmente nos séculos XVI a XVIII, 'mandastes' era uma forma verbal comum em documentos oficiais, literatura e correspondências. Seu uso refletia a estrutura gramatical estabelecida e era empregado em contextos formais e informais para se referir a ações passadas concluídas, dirigidas a um interlocutor ('vós').
Evolução Gramatical e o Português Brasileiro
Com a evolução do português brasileiro, a segunda pessoa do plural ('vós') foi gradualmente substituída pelo pronome 'vocês' (derivado de 'Vossa Mercê'), e a conjugação verbal correspondente passou a ser a da terceira pessoa do plural ('mandaram'). Assim, 'mandastes' tornou-se uma forma arcaica ou formal, raramente utilizada na fala cotidiana do Brasil, mas ainda presente em textos literários, religiosos ou em contextos que buscam um registro mais elevado ou histórico.
Do latim 'mandare'.