Palavras

maniqueísmo

Do nome do filósofo persa Mani (c. 216-274 d.C.), do grego 'Manikhaios' (relativo a Mani).

Origem

Século III d.C.

Nome do profeta persa Mani, fundador de uma religião dualista.

Mudanças de sentido

Idade Média/Renascimento

Referência à doutrina religiosa dualista de Mani.

Século XIX em diante

Extensão para descrever visões de mundo simplistas e dicotômicas.

A palavra 'maniqueísmo' passa a ser usada metaforicamente para criticar a tendência humana de dividir o mundo em categorias opostas e excludentes, ignorando nuances e complexidades. É aplicada a debates políticos, morais e éticos onde a polarização é acentuada.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos teológicos e filosóficos em latim, posteriormente traduzidos e adaptados para o português.

Momentos culturais

Século XX

Uso frequente em ensaios filosóficos e literários para analisar conflitos ideológicos e morais.

Atualidade

Comum em análises políticas e sociais, especialmente em contextos de polarização intensa, como debates sobre ideologias políticas e questões sociais controversas.

Conflitos sociais

Atualidade

O termo é frequentemente empregado para desqualificar oponentes em debates, acusando-os de ter uma visão simplista e extremista, o que pode intensificar a polarização em vez de resolvê-la.

Vida emocional

Atualidade

Associado a sentimentos de crítica, desaprovação e, por vezes, a uma sensação de superioridade intelectual ao identificar o 'maniqueísmo' no discurso alheio.

Vida digital

Atualidade

Termo recorrente em discussões online, artigos de opinião e redes sociais para descrever polarização política e social. Buscas por 'maniqueísmo' aumentam em períodos de forte tensão social ou política.

Representações

Cinema e Literatura

Frequentemente retratado em narrativas onde heróis e vilões são claramente definidos, ou em histórias que exploram a luta entre o bem e o mal em sua forma mais pura, embora a crítica ao maniqueísmo também seja um tema recorrente.

Comparações culturais

Inglês: 'Manichaeism' é usado de forma similar, referindo-se tanto à religião histórica quanto a uma visão de mundo dualista simplista. Espanhol: 'Maniqueísmo' tem um uso idêntico ao português, aplicado a visões dicotômicas extremas. Francês: 'Manichéisme' compartilha o mesmo sentido, sendo um termo comum em análises filosóficas e políticas.

Relevância atual

Atualidade

O termo 'maniqueísmo' mantém alta relevância como ferramenta crítica para analisar e combater a simplificação excessiva de questões complexas, especialmente em um cenário global marcado por polarização ideológica e informacional.

Origem Etimológica

Século III d.C. - Deriva do nome do profeta persa Mani (c. 216-274 d.C.), fundador do maniqueísmo, uma religião sincrética que pregava um dualismo radical entre o bem e o mal.

Entrada no Português

Idade Média/Renascimento - O termo chega ao português através do latim eclesiástico 'manichaeismus', referindo-se à doutrina religiosa. Seu uso inicial era estritamente teológico e filosófico.

Evolução do Sentido

Século XIX em diante - O sentido da palavra se expande para além do contexto religioso, passando a descrever qualquer sistema de pensamento ou visão de mundo que simplifica a realidade em dicotomias extremas e irreconciliáveis, como bem/mal, certo/errado, preto/branco.

Uso Contemporâneo

Atualidade - O termo é amplamente utilizado em discussões políticas, sociais e psicológicas para criticar visões simplistas e polarizadas, frequentemente associado a discursos que demonizam o 'outro' ou que negam a complexidade das situações.

maniqueísmo

Do nome do filósofo persa Mani (c. 216-274 d.C.), do grego 'Manikhaios' (relativo a Mani).

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