margarida
Do grego margarítēs, 'pérola'.
Origem
Do grego 'margarites' (μαργαρίτης), que significa pérola. Passou para o latim como 'margarita'.
Mudanças de sentido
Nome da flor Bellis perennis, em referência à pérola pela sua cor e delicadeza.
Designação para diversas flores, incluindo espécies do gênero Chrysanthemum.
Pode se referir a joias (pérolas) ou, figurativamente, a uma pessoa bonita e encantadora.
Primeiro registro
A palavra já aparece em textos medievais em português, com o sentido de flor e pérola, refletindo sua origem latina.
Momentos culturais
A flor 'margarida' é um motivo recorrente em poemas, pinturas e canções, frequentemente associada à primavera, inocência e beleza natural.
O nome 'Margarida' é um nome próprio feminino comum em países de língua portuguesa, carregando conotações de delicadeza e simplicidade.
Comparações culturais
Inglês: 'Daisy' (para Bellis perennis) e 'Chrysanthemum' (para o gênero Chrysanthemum), ambas com origens distintas, mas mantendo a associação com a flor. Espanhol: 'Margarita', diretamente do latim 'margarita', com o mesmo sentido de flor e pérola. Francês: 'Marguerite', também derivado do latim 'margarita', com os mesmos usos. Alemão: 'Gänseblümchen' (para Bellis perennis), que significa 'pequena flor de ganso', mostrando uma etimologia completamente diferente para a mesma flor.
Relevância atual
A palavra 'margarida' mantém sua relevância como nome botânico e nome próprio. Continua a ser um símbolo cultural de beleza simples e natural, presente no cotidiano e em diversas formas de expressão artística. A associação com pérolas também perdura no contexto de joalheria.
Origem Greco-Latina e Entrada no Português
Século XIII - A palavra 'margarida' tem origem no grego 'margarites' (μαργαρίτης), que significa pérola. Essa palavra passou para o latim como 'margarita'. A flor Bellis perennis, nativa da Europa, foi nomeada em referência à pérola devido à sua cor branca e formato delicado. A palavra entrou na língua portuguesa através do latim, mantendo seu sentido original de flor e, por extensão, de algo precioso.
Expansão do Sentido Botânico e Uso Popular
Idade Média - Século XIX - O termo 'margarida' se consolidou na botânica para designar diversas espécies de flores, notadamente as do gênero Chrysanthemum (crisântemos) e a já mencionada Bellis perennis. O uso popular se espalhou, associando a flor a qualidades como inocência, pureza e beleza simples. Em outras línguas, o nome da flor também se manteve próximo à raiz etimológica.
Uso Contemporâneo e Representações
Século XX - Atualidade - A palavra 'margarida' mantém seu uso dicionarizado para a flor, mas também se expandiu para designar joias (especialmente pérolas) e, metaforicamente, uma pessoa bonita ou encantadora. A flor é frequentemente retratada na arte, literatura e cultura popular, simbolizando a primavera, a simplicidade e a beleza natural. No Brasil, a palavra é comum e amplamente reconhecida.
Do grego margarítēs, 'pérola'.