menos-do-que
Combinação das palavras 'menos', 'do' (contração de 'de' + 'o') e 'que'.
Origem
Deriva da junção do advérbio latino 'minus' (menos) com o pronome relativo latino 'quod' (o que), formando a locução 'minus quam' em latim vulgar, que deu origem ao 'menos do que' em português.
Mudanças de sentido
Inicialmente uma construção literal para indicar inferioridade quantitativa ou qualitativa.
Uso consolidado como locução conjuntiva comparativa em textos formais e literários, mantendo seu sentido original de comparação de inferioridade.
Mantém o uso gramatical padrão, mas em contextos informais pode ser contraído ou substituído por formas mais curtas, embora 'menos do que' permaneça a forma mais comum e clara para comparação explícita. → ver detalhes
Em algumas falas informais, especialmente no Brasil, pode haver uma tendência a simplificar a estrutura, mas a locução 'menos do que' é robusta e amplamente utilizada. A contração 'menos que' é mais comum em outras línguas românicas, mas em português 'menos do que' é a norma para comparações explícitas. O uso de 'menos' sozinho antes de um substantivo (ex: 'menos gente') é uma elipse comum, mas não substitui a locução 'menos do que' em comparações diretas (ex: 'Ele tem menos dinheiro do que eu').
Primeiro registro
Registros em textos antigos da língua portuguesa, como documentos notariais e crônicas, que já demonstram o uso da locução para comparações.
Momentos culturais
Presente em obras literárias de autores como Machado de Assis e José de Alencar, em suas comparações e descrições de cenários e personagens.
Utilizada em letras de músicas para expressar sentimentos de inferioridade, saudade ou desejo, como em canções de amor e desilusão.
Comparações culturais
Inglês: 'less than'. Espanhol: 'menos que'. Francês: 'moins que'. Italiano: 'meno di'.
Relevância atual
A locução 'menos do que' mantém sua função gramatical essencial na língua portuguesa, sendo fundamental para a construção de comparações de inferioridade em todos os registros linguísticos, do formal ao informal. Sua clareza e precisão a tornam indispensável.
Origem e Formação em Português
Século XIII/XIV — Formado pela aglutinação do advérbio latino 'minus' (menos) com o pronome/adjetivo 'quod' (o que), evoluindo para 'menos do que'.
Uso Clássico e Moderno
Séculos XV-XIX — Consolidação como locução conjuntiva subordinativa adverbial comparativa, com uso em textos literários e gramaticais.
Uso Contemporâneo e Variações
Século XX-Atualidade — Mantém o uso gramatical, mas também aparece em contextos informais e em contrações.
Combinação das palavras 'menos', 'do' (contração de 'de' + 'o') e 'que'.