mercantilista

Derivado de 'mercante' (comerciante) + sufixo '-ista'.

Origem

Séculos XVI-XVIII

Deriva do italiano 'mercantilista', ligado à doutrina econômica do mercantilismo. Raiz no latim 'mercans', particípio presente de 'mercari' (comerciar).

Mudanças de sentido

Séculos XVI-XVIII

Refere-se à doutrina econômica que defendia a intervenção estatal para maximizar a riqueza nacional, focando em exportações e acúmulo de metais preciosos.

Século XIX em diante

Passa a ser um termo descritivo para políticas e ideologias que seguem os princípios mercantilistas, frequentemente com conotação histórica ou crítica.

O termo mantém seu núcleo semântico ligado à doutrina econômica, mas seu uso se expande para descrever qualquer abordagem que priorize o interesse nacional em detrimento do livre mercado, ou que envolva forte intervenção estatal na economia com fins de acumulação de capital nacional.

Primeiro registro

Século XIX

Registros em textos acadêmicos e históricos sobre economia e política no Brasil colonial e imperial. (Referência: 4_lista_exaustiva_portugues.txt)

Momentos culturais

Século XIX

Debates sobre a política econômica brasileira e a influência de modelos europeus.

Século XX

Discussões sobre nacionalismo econômico e desenvolvimento em países em desenvolvimento, onde o termo 'mercantilista' era frequentemente evocado.

Atualidade

Relevância em discussões sobre globalização, protecionismo e guerras comerciais, com o termo sendo usado para caracterizar certas políticas de Estado.

Conflitos sociais

Século XIX - Atualidade

O termo 'mercantilista' pode ser usado em debates ideológicos entre defensores do livre mercado e aqueles que apoiam maior intervenção estatal, gerando conflitos de visão sobre o papel do Estado na economia.

Vida emocional

Século XIX - Atualidade

Geralmente associada a um tom técnico e acadêmico, mas pode carregar conotações negativas em debates políticos, sendo usada para criticar políticas consideradas retrógradas ou protecionistas em excesso.

Vida digital

Atualidade

Presença em artigos acadêmicos online, notícias econômicas e debates em fóruns e redes sociais sobre políticas comerciais e desenvolvimento.

Representações

Século XX - Atualidade

Representado em documentários sobre história econômica, biografias de economistas e em discussões sobre a formação de Estados-nação e suas políticas econômicas.

Comparações culturais

Séculos XVI-XVIII

Inglês: 'mercantilist'. Espanhol: 'mercantilista'. Francês: 'mercantiliste'. O conceito e o termo foram amplamente difundidos na Europa, com variações linguísticas mínimas, refletindo a influência das escolas de pensamento econômico da época.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'mercantilista' mantém sua relevância em discussões sobre políticas econômicas globais, especialmente em contextos de tensões comerciais, nacionalismo econômico e debates sobre o papel do Estado na regulação e promoção da economia nacional. É um termo chave para entender a evolução do pensamento econômico e suas aplicações práticas.

Origem Etimológica

Deriva do termo italiano 'mercantilista', relacionado à doutrina econômica do mercantilismo, que floresceu entre os séculos XVI e XVIII. A raiz remonta ao latim 'mercans', particípio presente de 'mercari' (comerciar).

Entrada e Uso na Língua Portuguesa

A palavra 'mercantilista' foi incorporada ao vocabulário português, especialmente no Brasil, a partir do século XIX, com a disseminação de estudos econômicos e históricos. Inicialmente, seu uso era restrito a contextos acadêmicos e de debate sobre políticas econômicas.

Uso Contemporâneo

Atualmente, 'mercantilista' é utilizada para descrever políticas, ideologias ou práticas econômicas que priorizam o acúmulo de riqueza nacional através do controle estatal, balança comercial favorável e protecionismo. É frequentemente empregada em discussões sobre desenvolvimento econômico, comércio internacional e história das ideias.

mercantilista

Derivado de 'mercante' (comerciante) + sufixo '-ista'.

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