mesmas
Do latim 'metipsus', 'ipse' + 'metipsus'.
Origem
Deriva do latim 'metipsus', uma forma enfática de 'ipse' (ele mesmo), que evoluiu para 'mesmo' em português. A forma feminina plural 'mesmas' é resultado da flexão de gênero e número.
Mudanças de sentido
O sentido primário de identidade, igualdade ou reiteração no feminino plural se manteve estável ao longo dos séculos. Não há registros de mudanças drásticas de significado para 'mesmas' em sua função gramatical principal.
A palavra 'mesmo' em si pode ter nuances de sentido (ex: 'mesmo que', 'ainda mesmo'), mas a forma feminina plural 'mesmas' é consistentemente usada para concordância e referência a entidades femininas plurais já citadas ou implícitas.
Primeiro registro
Registros da evolução do latim para o português antigo já indicam o uso de formas análogas a 'mesmo' e suas flexões, embora a documentação específica para 'mesmas' em textos literários consolidados seja mais proeminente a partir dos séculos seguintes.
Momentos culturais
A palavra 'mesmas' aparece em obras de Camões, Machado de Assis, Guimarães Rosa e Clarice Lispector, sempre em sua função gramatical de concordância e referência, refletindo a norma culta da época.
Presente em letras de músicas de diversos gêneros, como em 'As Rosas Não Falam' de Cartola: 'As rosas não falam / As rosas não falam / Simplesmente exalam / O perfume que possuem / E quando exalam / Seu perfume / As rosas exalam / O mesmo perfume'.
Vida digital
A palavra 'mesmas' é amplamente utilizada em redes sociais, fóruns e blogs, mantendo sua função gramatical em textos informais e formais.
Não há registros de viralizações ou memes específicos focados na palavra 'mesmas' isoladamente, mas ela compõe inúmeras frases e expressões que podem se tornar virais.
Comparações culturais
Inglês: 'the same' (plural feminino). Espanhol: 'las mismas'. Francês: 'les mêmes'. Italiano: 'le stesse'.
Relevância atual
No português brasileiro contemporâneo, 'mesmas' é um elemento gramatical fundamental e de uso corrente, essencial para a clareza e correção na comunicação escrita e oral, sem conotações específicas além de seu papel demonstrativo e de concordância.
Origem Latina e Formação
Século XIII - O pronome 'mesmo' tem origem no latim 'metipsus', uma forma enfática de 'ipse' (ele mesmo). A forma feminina plural 'mesmas' se desenvolve a partir dessa raiz, seguindo as regras de flexão de gênero e número do latim vulgar para o português.
Evolução e Consolidação
Séculos XIV-XVIII - A palavra 'mesmas' se consolida na língua portuguesa, sendo utilizada em textos literários e administrativos para indicar identidade, igualdade ou reiteração no feminino plural. Seu uso se torna padrão na gramática normativa.
Uso Contemporâneo no Brasil
Séculos XIX-Atualidade - 'Mesmas' mantém seu uso gramatical como pronome demonstrativo feminino plural, referindo-se a algo ou alguém já mencionado ou conhecido. No português brasileiro, seu uso é frequente e não apresenta particularidades regionais significativas em termos de significado básico.
Do latim 'metipsus', 'ipse' + 'metipsus'.