mexemos
Do latim 'miscere', misturar.
Origem
Deriva do verbo latino 'movēre' (mover, agitar), com evolução fonética para 'mexer'.
Mudanças de sentido
Principalmente movimento físico e agitação.
Movimento, manipulação, agitação física.
Expansão para 'incomodar', 'provocar', 'trabalhar' (informal), 'misturar', 'interferir'.
Mantém os sentidos originais e figurados, com forte presença em expressões idiomáticas como 'mexemos com isso' (lidamos com isso) ou 'não mexemos com ninguém' (não incomodamos ninguém).
A forma 'mexemos' é a primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'mexer'. Sua polissemia permite que seja usada em uma vasta gama de contextos, desde o literal (ex: 'Nós mexemos os braços') até o figurado (ex: 'Nós mexemos os pauzinhos para resolver o problema').
Primeiro registro
Registros em textos medievais da língua portuguesa, como crônicas e documentos.
Momentos culturais
Presença em letras de música popular brasileira, refletindo o cotidiano e as relações sociais.
Uso frequente em telenovelas e programas de auditório, exemplificando a linguagem coloquial brasileira.
Vida digital
A forma 'mexemos' aparece em buscas online relacionadas a receitas culinárias ('mexemos os ingredientes'), conselhos ('mexemos com a vida alheia') e em memes que brincam com a ideia de interferência ou ação ('a gente se mexemos e deu nisso').
Comparações culturais
Inglês: O verbo 'to move' ou 'to stir' cobre parte do sentido literal, enquanto 'to meddle' ou 'to interfere' cobre o sentido de incomodar. Espanhol: O verbo 'mover' e 'meterse' (meter-se) cobrem sentidos similares. O português brasileiro, com 'mexer', aglutina mais sentidos em uma única palavra do que o inglês em muitos casos.
Relevância atual
'Mexemos' continua sendo uma palavra fundamental no vocabulário ativo do português brasileiro, essencial para a comunicação diária em seus múltiplos significados, desde o mais concreto ao mais abstrato e idiomático.
Origem Etimológica e Latim Vulgar
Século V-VI — Deriva do verbo latino 'movēre', que significa mover, agitar, perturbar. A forma 'mexer' surge no latim vulgar, possivelmente com influências pré-romanas ou por evolução fonética.
Entrada no Português e Primeiros Usos
Século XIII-XIV — A palavra 'mexer' e suas conjugações, como 'mexemos', já aparecem em textos antigos em português, indicando movimento físico, agitação e manipulação. O uso se consolida na língua medieval.
Evolução de Sentido e Usos Figurados
Séculos XV-XIX — O verbo 'mexer' expande seu leque semântico para incluir ações como 'incomodar', 'provocar', 'trabalhar' (em sentido informal) e 'misturar'. A forma 'mexemos' acompanha essa evolução, sendo usada em contextos variados.
Uso Contemporâneo no Brasil
Século XX-Atualidade — 'Mexemos' é uma forma verbal comum e polissêmica no português brasileiro, mantendo seus sentidos originais de movimento e manipulação, mas também sendo usada em expressões idiomáticas e contextos informais.
Do latim 'miscere', misturar.