milhentos
Derivado de 'mil' com o sufixo aumentativo '-entos'.
Origem
Deriva do latim 'mille' (mil) com o sufixo aumentativo '-entos', significando 'muitos milhares' ou 'uma quantidade imensa'.
Mudanças de sentido
Sempre indicou uma quantidade muito grande, indeterminada ou incontável. A mudança reside mais na frequência de uso do que no sentido intrínseco.
A palavra 'milhentos' manteve seu sentido de 'muitíssimos' ao longo dos séculos. A principal transformação observada é a sua gradual substituição na linguagem coloquial por sinônimos mais comuns ou expressões idiomáticas, reservando seu uso para contextos mais formais ou literários.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e cantigas, indicam seu uso desde cedo na língua.
Momentos culturais
Presente em obras como 'Os Lusíadas' de Camões, onde é usado para descrever a vastidão de exércitos ou elementos naturais.
Utilizado por autores do Romantismo brasileiro para evocar grandiosidade e intensidade.
Comparações culturais
Inglês: Não possui um equivalente direto com a mesma formação e sonoridade. Usa-se 'countless', 'myriad', 'innumerable'. Espanhol: 'Cientos' ou 'miles' podem ser usados de forma similar, mas 'milhentos' tem uma conotação mais arcaica e enfática que não se traduz diretamente. Francês: 'Mille et mille' ou 'innombrables'.
Relevância atual
Considerada uma palavra formal e dicionarizada (Palavra formal/dicionarizada, 4_lista_exaustiva_portugues.txt). Seu uso é restrito a contextos literários, acadêmicos ou para conferir um tom específico, muitas vezes arcaico ou poético, à comunicação. Na linguagem falada corrente, é raramente empregada.
Origem e Entrada no Português
Formado a partir do latim 'mille' (mil) acrescido do sufixo aumentativo '-entos', indicando uma quantidade imensa, muito além de mil. Sua formação é similar a outras línguas românicas, mas com uso mais proeminente em português.
Uso Literário e Clássico
Presente na literatura clássica portuguesa e brasileira, utilizado para expressar grande quantidade de forma poética ou enfática. Era comum em crônicas, romances de cavalaria e poesia lírica.
Uso Contemporâneo
Embora formal e dicionarizado, seu uso no português brasileiro contemporâneo é menos frequente na fala cotidiana, sendo substituído por 'muitos', 'inúmeros' ou expressões mais informais. Mantém-se em contextos literários, discursos formais ou para conferir um tom arcaico/enfatizado.
Derivado de 'mil' com o sufixo aumentativo '-entos'.