monologismo
Do grego 'monos' (só, único) + 'logos' (palavra, discurso).
Origem
Deriva do grego 'monos' (sozinho) e 'logos' (palavra, discurso), com o sufixo '-ismo' indicando doutrina, sistema ou condição.
Mudanças de sentido
Inicialmente associado à prática literária e teatral do monólogo, o termo expandiu seu uso para descrever a ausência de diálogo em sistemas de pensamento ou interações sociais.
A transição de um sentido estritamente literário para um conceito mais amplo em filosofia e psicologia reflete a crescente análise da subjetividade e da comunicação.
Mantém o sentido de discurso solitário e a característica de sistemas fechados, mas ganha nuances em discussões sobre comunicação digital e polarização.
Em contextos contemporâneos, 'monologismo' pode ser usado para criticar a falta de escuta ativa em debates online ou a tendência de grupos fechados reforçarem suas próprias visões sem interação externa.
Primeiro registro
O termo 'monologismo' aparece em publicações acadêmicas e literárias em português, frequentemente em traduções ou discussões de obras filosóficas e literárias europeias. (Referência: corpus_literario_academico_secXIX.txt)
Momentos culturais
Uso em teorias literárias para analisar a estrutura de peças teatrais e romances, e em filosofia para discutir a natureza do conhecimento e da consciência.
Discussões em psicologia e psicanálise sobre a comunicação intrapsíquica e a relação do indivíduo com o mundo externo.
Relevância em debates sobre comunicação interpessoal, redes sociais e a disseminação de 'bolhas informacionais'.
Comparações culturais
Inglês: 'monologism' (usado em filosofia, literatura e psicologia com sentido similar). Espanhol: 'monologismo' (termo idêntico e com uso análogo em contextos acadêmicos). Francês: 'monologisme' (termo com origem e uso próximos). Alemão: 'Monologismus' (termo técnico em filosofia e teoria literária).
Relevância atual
A palavra 'monologismo' mantém sua relevância em campos acadêmicos e é cada vez mais utilizada em discussões sobre a qualidade da comunicação na era digital, a polarização social e a dificuldade de diálogo em ambientes virtuais e presenciais. Sua aplicação se estende à crítica de sistemas de informação e de modelos de governança que carecem de interatividade e feedback.
Origem Etimológica
Deriva do grego 'monos' (sozinho) e 'logos' (palavra, discurso), com o sufixo '-ismo' indicando doutrina, sistema ou condição. A formação da palavra remonta ao grego antigo, mas seu uso como termo técnico ou filosófico se consolidou em períodos posteriores.
Entrada e Consolidação no Português
A palavra 'monologismo' entrou no vocabulário português, provavelmente por influência de termos filosóficos e literários europeus, possivelmente a partir do francês 'monologisme' ou do alemão 'Monologismus'. Seu uso se tornou mais frequente em discussões acadêmicas e literárias a partir do século XIX.
Uso Contemporâneo
Atualmente, 'monologismo' é uma palavra formal/dicionarizada, utilizada em contextos acadêmicos (filosofia, linguística, psicologia, teoria literária) e em discussões sobre comunicação, pensamento e interatividade. O termo descreve tanto a prática de falar sozinho quanto a ausência de diálogo ou interação em sistemas de pensamento ou estruturas sociais.
Do grego 'monos' (só, único) + 'logos' (palavra, discurso).