mortais
Do latim 'mortalis, -alis'.
Origem
Do latim 'mortalis', que significa 'sujeito à morte', 'perecível', derivado de 'mors', a palavra latina para 'morte'.
Mudanças de sentido
Sentido primário de 'seres que morrem', frequentemente em contraste com a imortalidade divina. Usado em teologia e filosofia para discutir a condição humana.
Ampliação do uso para se referir a todos os seres humanos, em oposição a deuses ou seres sobrenaturais. Começa a ganhar conotação literária e poética.
Consolidação do uso como sinônimo de 'seres humanos' em geral, com forte presença na literatura romântica e realista, explorando a finitude e as paixões humanas.
Mantém os sentidos anteriores, sendo comum em discursos que buscam humanizar ou enfatizar a fragilidade e a universalidade da condição humana.
A palavra 'mortais' é frequentemente utilizada em contextos que evocam a efemeridade da vida, a humildade diante do universo ou a solidariedade entre os homens. Em obras literárias e filosóficas, serve para contrastar a existência humana com o eterno ou o divino.
Primeiro registro
Registros em textos antigos em português, como traduções de obras religiosas e textos jurídicos, onde o termo é usado para diferenciar humanos de seres divinos ou imortais.
Momentos culturais
Presença marcante na literatura brasileira, como em poemas que exploram a condição humana, a finitude e a busca por sentido. Exemplo: a poesia de Carlos Drummond de Andrade frequentemente aborda a mortalidade.
Utilizada em letras de música popular brasileira para expressar sentimentos de amor, perda, ou a efemeridade da vida. Também aparece em títulos de filmes e séries que tratam da condição humana.
Comparações culturais
Inglês: 'mortals', com uso similar em contextos religiosos, literários e filosóficos, contrastando humanos com divindades. Espanhol: 'mortales', também derivado do latim 'mortalis', com equivalência semântica e de uso em contextos literários e existenciais. Francês: 'mortels', seguindo a mesma raiz latina e com aplicações comparáveis. Alemão: 'Sterbliche', literalmente 'aqueles que morrem', com função semântica idêntica.
Relevância atual
A palavra 'mortais' mantém sua relevância como um lembrete da condição humana, da finitude e da universalidade da experiência da vida e da morte. É um termo que evoca reflexão existencial e filosófica, sendo ainda amplamente utilizado em contextos formais e literários.
Origem Etimológica
Do latim 'mortalis', derivado de 'mors' (morte), significando sujeito à morte, perecível.
Entrada e Uso Inicial no Português
A palavra 'mortais' entra no vocabulário português através do latim vulgar, mantendo seu sentido primário de 'seres que morrem'. É utilizada em contextos religiosos e filosóficos.
Evolução e Ampliação de Sentido
Ao longo dos séculos, 'mortais' passa a ser usado de forma mais ampla para se referir a seres humanos em geral, em contraposição a divindades ou seres imortais. Também adquire um tom poético e literário.
Uso Contemporâneo
Mantém o sentido de 'seres humanos' e 'sujeitos à morte', sendo comum em literatura, filosofia, religião e no discurso cotidiano para enfatizar a condição humana.
Do latim 'mortalis, -alis'.