mortandade
Do latim 'mortanditas, -atis'.
Origem
Do latim 'mortanditas', derivado de 'mortans', particípio presente de 'morior' (morrer).
Mudanças de sentido
Entrada no português com o sentido de grande número de mortes, matança, carnificina.
Uso em crônicas e relatos históricos, mantendo o sentido de carnificina e perda massiva de vidas.
Emprego em contextos formais e jornalísticos para descrever eventos com alta letalidade, como desastres, conflitos e crises sanitárias. O sentido de perda massiva de vidas é mantido.
A palavra 'mortandade' é formal e dicionarizada, não possuindo as conotações mais coloquiais ou figuradas que outras palavras relacionadas à morte podem adquirir. Sua aplicação é estritamente ligada à quantificação de óbitos em larga escala.
Primeiro registro
A palavra já aparece em textos do português arcaico, consolidando-se com o sentido de matança ou grande número de mortes.
Momentos culturais
Registrada em relatos sobre epidemias (como a febre amarela) e conflitos, como a Guerra do Paraguai, onde a alta taxa de mortalidade era um tema recorrente.
Utilizada em notícias e análises sobre as grandes guerras mundiais, pandemias (como a gripe espanhola) e acidentes industriais.
Conflitos sociais
A palavra 'mortandade' frequentemente surge em discussões sobre as causas e consequências de conflitos sociais, guerras, epidemias e desastres, destacando a vulnerabilidade de populações específicas.
Vida emocional
Associada a sentimentos de perda, tragédia, desespero e, em contextos históricos, à brutalidade e à crueldade de eventos que ceifam muitas vidas.
Representações
Frequentemente utilizada em títulos e conteúdos que abordam eventos históricos ou contemporâneos de grande escala com alta mortalidade, como documentários sobre pandemias, guerras ou desastres naturais.
Comparações culturais
Inglês: 'Mortality' ou 'high death toll'. Espanhol: 'Mortalidad' ou 'matanza'. Ambos os idiomas possuem termos diretos para expressar a ideia de grande número de mortes, com 'mortalidad' sendo o equivalente mais próximo em termos de uso formal e científico.
Relevância atual
A palavra 'mortandade' mantém sua relevância em discussões sobre saúde pública, segurança, meio ambiente e conflitos. É um termo técnico e formal usado para quantificar e analisar perdas de vida em larga escala, sendo essencial em relatórios e estudos científicos e jornalísticos.
Origem e Entrada no Português
Século XV/XVI — Deriva do latim 'mortanditas', que por sua vez vem de 'mortans', particípio presente de 'morior' (morrer). A palavra se estabelece no português com o sentido de grande número de mortes, matança.
Evolução do Uso
Séculos XVI-XIX — Utilizada em crônicas históricas, relatos de guerras, epidemias e fomes. Mantém o sentido de carnificina e grande número de mortes.
Uso Contemporâneo
Século XX-Atualidade — A palavra 'mortandade' continua sendo empregada em contextos formais e jornalísticos para descrever eventos com alta letalidade, como desastres naturais, acidentes de grande escala, conflitos armados e crises sanitárias. Sua carga semântica permanece ligada à perda massiva de vidas.
Do latim 'mortanditas, -atis'.