mostrava-se

Derivado do verbo 'mostrar' (do latim 'monstrare') com o pronome oblíquo átono 'se'.

Origem

Latim

Do verbo latino 'monstrare' (mostrar, indicar, apontar) + pronome reflexivo 'se'.

Mudanças de sentido

Latim Vulgar ao Português Antigo

O sentido primário de 'indicar' ou 'apontar' evoluiu para 'exibir', 'apresentar', 'revelar'. A adição do 'se' permitiu a nuance de ação reflexiva ou recíproca.

A construção 'mostrava-se' abrange tanto o sujeito que se exibia (ex: 'O pavão se mostrava orgulhoso') quanto o sujeito que indicava algo a si mesmo ou a outros de forma mais sutil (ex: 'A paisagem se mostrava deslumbrante').

Português Moderno e Contemporâneo

Os sentidos originais de exibir, apresentar, revelar e indicar permanecem estáveis. A forma verbal é gramaticalmente correta e amplamente compreendida.

Não houve ressignificações drásticas. A palavra 'mostrava-se' é um marcador temporal e de aspecto (imperfeito, indicando continuidade ou habitualidade no passado) e de reflexividade/reciprocidade, mantendo sua função gramatical e semântica.

Primeiro registro

Século XIII-XIV

Registros em textos medievais em português, como crônicas e obras literárias, onde a conjugação verbal e o uso do pronome reflexivo já estavam estabelecidos. Exemplo hipotético: 'O rei se mostrava generoso com o povo.'

Momentos culturais

Literatura Clássica Portuguesa e Brasileira

Presente em obras de Camões, Machado de Assis, Eça de Queirós, entre outros, descrevendo ações, sentimentos ou aparências de personagens no passado. Ex: 'A cidade se mostrava imponente sob o sol.'

Música e Cinema

Utilizada em letras de música e roteiros de filmes/novelas para descrever cenas ou estados de espírito passados. Ex: 'O passado se mostrava em cada detalhe da casa.'

Comparações culturais

Inglês: 'showed itself' ou 'was showing itself'. A estrutura reflexiva é similar, mas a conjugação verbal e a posição do pronome diferem. Espanhol: 'se mostraba'. A estrutura é idêntica, com o pronome reflexivo 'se' antes do verbo no pretérito imperfeito. Francês: 'se montrait'. Similar ao espanhol e português. Alemão: 'zeigte sich'. A estrutura reflexiva é mantida com o pronome 'sich'.

Relevância atual

Atualidade

A forma 'mostrava-se' é gramaticalmente correta e utilizada em contextos formais e informais para descrever ações passadas. Sua relevância reside na sua função gramatical de indicar uma ação pretérita, contínua ou habitual, com caráter reflexivo ou recíproco. Não é uma palavra com forte presença em gírias ou neologismos digitais, mas sim um elemento estável da língua portuguesa.

Origem Latina e Formação

Século XII-XIII — Deriva do verbo latino 'monstrare' (mostrar, indicar, apontar), com a adição do pronome reflexivo 'se', que indica ação voltada para o próprio sujeito ou para terceiros de forma recíproca. A forma verbal 'mostrava' é o pretérito imperfeito do indicativo do verbo 'mostrar'.

Evolução no Português Antigo e Clássico

Séculos XIV-XVIII — A construção 'mostrava-se' já era utilizada na literatura e na fala cotidiana, com o sentido de apresentar-se, exibir-se, revelar-se ou indicar algo. O uso do pronome 'se' após o verbo era comum, especialmente em tempos verbais como o imperfeito.

Uso Moderno e Contemporâneo

Século XIX - Atualidade — A forma 'mostrava-se' continua em uso, mantendo seus sentidos originais. Pode aparecer em contextos literários, históricos, jornalísticos e conversacionais, referindo-se a uma ação passada de exibição, revelação ou indicação.

mostrava-se

Derivado do verbo 'mostrar' (do latim 'monstrare') com o pronome oblíquo átono 'se'.

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