multiplicavam-se

Do latim 'multiplicare', que significa 'dobrar, aumentar muitas vezes'.

Origem

Latim

Do latim 'multiplicare', composto por 'multus' (muito) e 'plicare' (dobrar, enrolar), significando 'tornar muito numeroso', 'aumentar em quantidade ou número'.

Mudanças de sentido

Idade Média

Uso inicial em contextos religiosos (multiplicação de pães) e matemáticos.

Renascimento e Período Moderno

Expansão para descrever crescimento populacional, proliferação de ideias, reprodução biológica e expansão territorial. A forma 'multiplicavam-se' evoca um processo contínuo e em larga escala.

Atualidade

Mantém o sentido original em contextos formais e literários. No uso informal, pode ser substituída por 'aumentavam', 'cresciam', 'se espalhavam', dependendo da nuance.

A forma verbal 'multiplicavam-se' carrega uma conotação de processo dinâmico e em larga escala, frequentemente associada a fenômenos que ocorrem de forma autônoma ou em grande volume. Em contextos modernos, pode descrever a rápida disseminação de informações (fake news, por exemplo) ou o crescimento exponencial de algo.

Primeiro registro

Séculos XIV-XV

Registros em textos antigos portugueses, como crônicas e traduções de obras religiosas e científicas, onde o verbo 'multiplicar' e suas conjugações já aparecem.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em relatos de viajantes e naturalistas descrevendo a fauna e flora do Brasil, onde espécies 'multiplicavam-se' em abundância.

Literatura Brasileira

Utilizado por autores como Machado de Assis ou Guimarães Rosa para descrever cenários, populações ou eventos em expansão, conferindo um tom épico ou descritivo.

Vida digital

A forma verbal específica 'multiplicavam-se' raramente aparece em contextos digitais informais, sendo mais comum em citações de textos clássicos ou em artigos acadêmicos online.

O conceito de 'multiplicação' (sem a conjugação específica) é frequente em discussões sobre viralização de conteúdo, crescimento de seguidores e disseminação de informações.

Comparações culturais

Inglês: 'multiplied' (no passado, para ação reflexiva/passiva, ex: 'they multiplied'). Espanhol: 'se multiplicaban' (pretérito imperfeito, indicando ação contínua ou habitual no passado). O português 'multiplicavam-se' compartilha a estrutura com o espanhol, indicando uma ação que ocorria repetidamente ou de forma contínua no passado.

Relevância atual

A forma 'multiplicavam-se' mantém sua relevância em textos acadêmicos, históricos, literários e jornalísticos que requerem precisão e formalidade. É um marcador de um registro linguístico mais elevado e de um tempo passado em que a ação ocorria de forma contínua ou em grande escala.

Origem Latina e Formação

Século XIII - Deriva do latim 'multiplicare', que significa 'aumentar em número', 'tornar mais numeroso'. O verbo 'multiplicare' é formado por 'multus' (muito) e 'plicare' (dobrar, enrolar), sugerindo a ideia de dobrar ou aumentar repetidamente.

Entrada e Uso no Português

Séculos XIV-XV - A palavra 'multiplicar' e suas formas conjugadas, como 'multiplicavam-se', entram no vocabulário português, inicialmente em contextos religiosos e matemáticos. O sufixo '-avam' indica o pretérito imperfeito do indicativo, e o pronome 'se' indica a voz passiva sintética ou a ação recíproca/reflexiva.

Evolução de Sentido e Uso

Séculos XVI-XIX - O uso se expande para descrever o crescimento populacional, a proliferação de ideias e a reprodução biológica. 'Multiplicavam-se' passa a ser comum em crônicas históricas, relatos de viagens e textos científicos.

Uso Contemporâneo no Brasil

Século XX-Atualidade - A forma 'multiplicavam-se' continua em uso na língua culta, especialmente em textos formais, históricos e literários. No português brasileiro coloquial, formas mais simples ou sinônimos podem ser preferidos em conversas do dia a dia, mas a estrutura é perfeitamente compreendida.

multiplicavam-se

Do latim 'multiplicare', que significa 'dobrar, aumentar muitas vezes'.

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