mutiladas
Particípio passado feminino plural de 'mutilar', do latim 'mutilare'.
Origem
Do latim 'mutilatus', particípio passado de 'mutilare', que significa cortar, decepar, tirar partes. O radical 'mutus' (mudo) pode ter influenciado o sentido de algo incompleto ou privado de uma parte essencial.
Mudanças de sentido
Sentido primário e literal: ter partes do corpo cortadas ou removidas.
Expansão para objetos inanimados e abstratos: textos, obras de arte, leis, documentos que foram alterados, incompletos ou tiveram partes essenciais removidas.
A ideia de perda de integridade ou completude se estende para além do corpo humano, aplicando-se a criações intelectuais ou legais que foram 'cortadas' ou 'decepcadas' em sua forma original.
Uso em contextos de violência, guerra e censura. A palavra carrega um peso emocional forte associado à perda, dor e dano irreparável.
Em discursos políticos ou sociais, 'mutiladas' pode se referir a leis desfiguradas por emendas, discursos censurados ou direitos suprimidos, evocando a ideia de um corpo social ou político ferido.
Primeiro registro
Registros em textos jurídicos e religiosos do português arcaico, referindo-se a punições corporais ou a descrições de ferimentos.
Momentos culturais
Presença em narrativas de guerra, martírio e sofrimento, descrevendo ferimentos de batalha ou punições.
Uso frequente em relatos de guerras mundiais, descrevendo as consequências físicas e psicológicas nos combatentes.
Aparece em discussões sobre censura artística, edição de textos históricos ou na descrição de crimes violentos.
Conflitos sociais
Referência a punições corporais e a escravos que sofriam mutilações como castigo ou por fugas.
Uso em debates sobre direitos humanos, descrevendo as consequências de conflitos armados e tortura.
Em discussões sobre violência doméstica, urbana e contra minorias, onde a palavra descreve a brutalidade dos atos.
Vida emocional
A palavra 'mutiladas' carrega um forte peso emocional, associado à dor, perda, violência, incompletude e trauma. Evoca sentimentos de repulsa, piedade e indignação.
Representações
Frequentemente utilizada em filmes de guerra, suspense, terror e dramas históricos para retratar ferimentos graves, tortura ou consequências de violência extrema.
Presente em obras que abordam temas de sofrimento humano, conflitos e a fragilidade do corpo e da mente.
Comparações culturais
Inglês: 'mutilated' (mesma origem latina, sentido literal e metafórico similar). Espanhol: 'mutiladas' (origem e uso muito próximos ao português). Francês: 'mutilées' (origem latina, sentido similar). Alemão: 'verstümmelt' (sentido literal de dano físico severo, também usado metaforicamente para textos ou obras).
Relevância atual
A palavra 'mutiladas' mantém sua relevância em contextos de violência física, acidentes e conflitos. Metaforicamente, é usada para descrever textos, discursos ou obras que foram alterados de forma a perder sua integridade ou sentido original, especialmente em discussões sobre censura, edição e manipulação de informação.
Origem Latina e Entrada no Português
Século XIII - Deriva do latim 'mutilatus', particípio passado de 'mutilare', que significa cortar, decepar, tirar partes. A palavra entra no português arcaico com seu sentido literal de dano físico.
Evolução de Sentido e Uso
Séculos XIV-XVIII - O sentido literal de dano físico se mantém predominante. Começa a ser usada metaforicamente para textos, obras de arte ou documentos que tiveram partes removidas ou alteradas, perdendo sua integridade.
Uso Moderno e Ressignificações
Século XIX - Atualidade - A palavra 'mutiladas' continua a ser usada em seu sentido literal para descrever ferimentos ou amputações. Ganha força em contextos de guerra, violência e acidentes. Metaforicamente, é aplicada a textos, leis, discursos ou obras que foram censuradas, alteradas ou incompletas, perdendo sua essência ou intenção original.
Particípio passado feminino plural de 'mutilar', do latim 'mutilare'.