nao-admitimos
Formado pela negação 'não' (advérbio) e o verbo 'admitir' (do latim 'admittere').
Origem
O verbo 'admitir' vem do latim 'admittere' (ad- 'para' + mittere 'enviar', 'deixar ir'). A forma 'admitimos' é a conjugação da primeira pessoa do plural do presente do indicativo. A negação 'não' tem origem incerta, possivelmente do latim vulgar 'non'.
Mudanças de sentido
Significado literal de 'não permitir a entrada', 'não aceitar', 'não reconhecer'.
Mantém o sentido literal, mas pode ser usado em contextos mais amplos, como em regras de condomínio ('não admitimos animais'), em declarações políticas ('não admitimos interferência externa') ou em discussões acadêmicas ('não admitimos essa premissa').
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico, como documentos notariais e crônicas, já apresentavam a conjugação verbal com a negação 'não'.
Momentos culturais
Presente em cartas e relatos de viajantes, expressando a recusa de costumes ou ideias.
Frequentemente encontrado em leis, decretos e regulamentos para estabelecer proibições ou exclusões.
Conflitos sociais
Usado em decretos e normas para excluir grupos sociais ou práticas consideradas indesejáveis.
Pode aparecer em debates sobre inclusão e exclusão, como em regras de estabelecimentos ou em discursos que visam delimitar o que é aceitável em uma sociedade ou grupo.
Vida emocional
A forma 'não admitimos' carrega um peso de autoridade, firmeza e, por vezes, exclusão. Pode evocar sentimentos de rigidez, mas também de proteção de limites ou valores.
Vida digital
Presente em comentários de redes sociais, fóruns e em regras de comunidades online, onde 'não admitimos spam' ou 'não admitimos preconceito' são exemplos comuns.
Pode aparecer em memes ou posts irônicos que exageram a rigidez de certas regras ou opiniões.
Representações
Utilizada por personagens em posições de autoridade (diretores, síndicos, pais) para impor regras ou demonstrar desaprovação.
Comparações culturais
Inglês: 'we do not admit' ou 'we don't admit'. Espanhol: 'no admitimos'. A estrutura de negação antes do verbo é comum nas três línguas românicas (português, espanhol) e também no inglês, embora com a estrutura auxiliar 'do not'.
Relevância atual
A forma 'não admitimos' mantém sua relevância como uma expressão direta de negação e exclusão. É amplamente utilizada em contextos formais (documentos, leis) e informais (regras de convivência, declarações pessoais), refletindo a necessidade humana de estabelecer limites e definir o que é aceitável.
Origem Latina e Formação do Português
Século XIII - O verbo 'admitir' deriva do latim 'admittere', que significa 'enviar para', 'permitir a entrada', 'aceitar'. A forma 'admitimos' surge da conjugação verbal em latim e se mantém no português arcaico. A negação 'não' é uma partícula adverbial de origem incerta, mas já presente no latim vulgar.
Uso no Português Colonial e Imperial
Séculos XVI a XIX - A forma 'não admitimos' é utilizada em documentos oficiais, cartas e literatura para expressar a recusa de aceitação, permissão ou reconhecimento. O uso é formal e direto, refletindo a estrutura gramatical estabelecida.
Modernização e Uso Contemporâneo
Século XX até a Atualidade - A forma 'não admitimos' continua a ser a conjugação padrão para a primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo 'admitir' negado. Seu uso se mantém em contextos formais e informais, com a partícula 'não' precedendo o verbo.
Formado pela negação 'não' (advérbio) e o verbo 'admitir' (do latim 'admittere').