nao-incluirem
Formado pela negação 'não' e o verbo 'incluir' no infinitivo impessoal.
Origem
A base 'incluir' vem do latim 'includere' (fechar dentro, cercar). A partícula de negação 'não' tem origem no latim 'non'.
A junção da partícula de negação 'não' com o verbo 'incluir' forma a expressão 'não incluir', uma construção gramatical comum para expressar a ausência da ação.
Mudanças de sentido
Sentido literal de omitir, deixar de fora, sem carga social específica.
Adquire forte conotação social e política, associada à exclusão, discriminação e falta de acessibilidade. A expressão 'não incluir' passa a ser um termo crítico em debates sobre diversidade e direitos humanos.
A ressignificação do conceito de 'inclusão' no século XX e XXI impulsionou a expressão 'não incluir' para o centro de discussões sobre justiça social. O que antes era uma simples omissão, passa a ser visto como uma falha ativa em garantir a participação e o pertencimento de todos.
Primeiro registro
Registros em documentos administrativos, religiosos e literários da época colonial brasileira, utilizando a forma 'não incluir' em seu sentido literal.
Momentos culturais
Crescente debate sobre inclusão de pessoas com deficiência na sociedade e no mercado de trabalho, onde a expressão 'não incluir' é usada para denunciar barreiras.
Intensificação das discussões sobre diversidade (racial, de gênero, sexual, etc.) e a importância de 'não incluir' ser combatido ativamente em todas as esferas sociais, educacionais e profissionais.
Conflitos sociais
A expressão 'não incluir' é central em conflitos relacionados à luta por direitos civis, igualdade e combate à discriminação. Denuncia a exclusão de grupos minoritários em políticas, oportunidades e representações.
Vida emocional
Associada a sentimentos de injustiça, marginalização, revolta e tristeza quando se refere à exclusão de pessoas. Em contrapartida, a luta contra o 'não incluir' evoca sentimentos de esperança, solidariedade e busca por equidade.
Vida digital
A expressão 'não incluir' e seus derivados ('não inclusão') são frequentemente usados em redes sociais, artigos de opinião e debates online para criticar políticas, empresas ou comportamentos que perpetuam a exclusão. Hashtags como #InclusaoJa e discussões sobre 'não inclusão' em eventos e plataformas digitais são comuns.
Representações
Filmes, séries e novelas frequentemente retratam personagens ou situações onde o 'não incluir' é um elemento central do conflito dramático, seja pela exclusão social, econômica ou cultural de um indivíduo ou grupo.
Comparações culturais
Inglês: 'to not include' ou 'exclusion'. Espanhol: 'no incluir' ou 'exclusión'. A carga semântica e social associada à exclusão é um tema global, com debates semelhantes ocorrendo em diversas culturas e idiomas, embora as nuances históricas e sociais possam variar.
Relevância atual
A expressão 'não incluir' mantém alta relevância em debates sobre justiça social, direitos humanos, diversidade e acessibilidade. É uma ferramenta linguística fundamental para identificar, criticar e combater práticas excludentes em todas as esferas da sociedade brasileira.
Formação do Português
Século XV/XVI — Formação do português brasileiro a partir do português arcaico, com a palavra 'incluir' já existente no vocabulário, derivada do latim 'includere' (fechar dentro, cercar). A negação 'não' é uma partícula adverbial de origem latina ('non'). A junção 'não incluir' surge como uma construção gramatical natural para expressar a ausência da ação de incluir.
Consolidação Linguística
Séculos XVII a XIX — A expressão 'não incluir' consolida-se na escrita e na fala, sem grandes alterações semânticas. É utilizada em contextos formais e informais para descrever a omissão ou exclusão de algo ou alguém.
Modernidade e Contemporaneidade
Século XX até a Atualidade — A expressão 'não incluir' ganha nuances e é frequentemente utilizada em discussões sobre inclusão social, diversidade e acessibilidade. O termo 'inclusão' em si passa por uma ressignificação, e a sua negação ('não incluir') adquire um peso social e político maior. A forma 'não-incluir' (com hífen) pode aparecer em contextos mais técnicos ou para enfatizar a ação de não realizar a inclusão como um ato específico, embora a forma sem hífen seja mais comum.
Formado pela negação 'não' e o verbo 'incluir' no infinitivo impessoal.