nao-informar
Não se aplica.
Origem
Formado pela junção do advérbio de negação 'não' (latim 'non') e o verbo 'informar' (latim 'informare'). A construção como vocábulo único é um neologismo.
Mudanças de sentido
Inicialmente, referia-se à simples ausência de informação ou à falta de comunicação.
Passa a ter conotação de omissão intencional, manipulação e disseminação de falsidades, especialmente no contexto digital.
O termo 'não-informar' é frequentemente usado como sinônimo ou em contraste com 'desinformar', indicando uma ação mais sutil de ocultar ou distorcer a verdade, em vez de criar falsidades explícitas. A ênfase recai na ausência de dados cruciais que poderiam mudar a percepção do receptor.
Primeiro registro
Difícil de precisar um primeiro registro formal, mas o uso em construções negativas com hífen era mais comum em textos jornalísticos e acadêmicos da segunda metade do século XX para descrever a ausência de dados.
Momentos culturais
Associado a debates sobre liberdade de imprensa, censura e a ética jornalística. Ganha força em discussões sobre 'fake news' e pós-verdade.
Conflitos sociais
O 'não-informar' é um elemento central em conflitos políticos e sociais, onde a manipulação da informação é usada para influenciar a opinião pública e desestabilizar adversários.
Vida emocional
Carrega um peso negativo, associado à desconfiança, manipulação e à sensação de ser enganado ou deixado de fora de informações importantes.
Vida digital
Altamente presente em discussões online sobre desinformação, teorias da conspiração e estratégias de marketing digital. Termos relacionados como 'fake news' e 'bolhas informacionais' são frequentemente discutidos em conjunto com o conceito de 'não-informar'.
Viraliza em memes e discussões sobre a credibilidade de fontes de notícias e a influência de algoritmos na curadoria de conteúdo.
Representações
Frequentemente retratado em documentários, filmes e séries que abordam temas de espionagem, política, manipulação midiática e a luta pela verdade em um mundo saturado de informações.
Comparações culturais
Inglês: 'Misinformation' (desinformação) e 'disinformation' (desinformação intencional) são termos mais comuns e estabelecidos. O conceito de 'non-disclosure' (não divulgação) também se aplica em contextos legais e corporativos. Espanhol: 'Desinformación' e 'no informar' são usados de forma similar ao português. O conceito de 'ocultación de información' (ocultação de informação) também é relevante. Alemão: 'Fehlinformation' (informação errada) e 'Desinformation' (desinformação) são os termos equivalentes. Francês: 'Désinformation' e 'mésinformation' (informação incorreta) são os termos mais próximos.
Relevância atual
O 'não-informar' é um conceito crucial na análise da sociedade contemporânea, especialmente no que tange à confiança nas instituições, à polarização política e à capacidade dos cidadãos de tomar decisões informadas. A distinção entre o que é deliberadamente ocultado e o que é simplesmente desconhecido é um ponto de debate constante.
Pré-existência e Formação
Antes do século XX, os elementos 'não' e 'informar' existiam separadamente na língua portuguesa. 'Não' é um advérbio de negação de origem latina (non). 'Informar' deriva do latim 'informare', que significa dar forma, instruir, comunicar. A junção como um vocábulo único não era comum.
Surgimento Conceitual e Uso Informal
O conceito de 'não informar' como uma ação deliberada ou omissão começa a ganhar contornos mais claros com o desenvolvimento da comunicação de massa e a necessidade de distinção entre o que é divulgado e o que é ocultado. O termo 'não-informar' como uma unidade lexical começa a aparecer em contextos informais e de crítica.
Era Digital e Desinformação
Com a ascensão da internet e das redes sociais, o termo 'não-informar' (e suas variações como 'desinformar' e 'malinformar') ganha proeminência. A velocidade e o volume da informação digital criam um terreno fértil para a disseminação de notícias falsas e a omissão estratégica de fatos. O termo passa a ser usado para descrever a prática de não fornecer dados completos ou precisos, muitas vezes com intenção de manipular.
Não se aplica.