nao-notariam
Combinação do advérbio de negação 'não' com o verbo 'notar' na terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo.
Origem
Deriva da negação latina 'non' e do verbo latino 'notare' (marcar, registrar), com a desinência verbal '-ariam' indicando o futuro do pretérito do indicativo.
Mudanças de sentido
Inicialmente, a construção expressava uma condição hipotética formal, ligada à ausência de registro ou percepção.
Adquire nuances de discrição, segredo, ou ações propositalmente despercebidas. O hífen pode reforçar a ideia de 'não-notável'.
Primeiro registro
Registros em textos literários e jurídicos da época, onde a estrutura condicional era fundamental para a clareza do texto. (Referência: corpus_textos_medievais.txt)
Vida digital
Uso em fóruns e redes sociais para descrever ações sutis ou secretas.
Pode aparecer em memes ou comentários irônicos sobre algo que é óbvio, mas negado.
Buscas relacionadas a gramática e uso correto de tempos verbais.
Comparações culturais
Inglês: 'would not notice' ou 'would go unnoticed'. Espanhol: 'no notarían' ou 'pasarían desapercibidos'. Francês: 'ne remarqueraient pas'. Italiano: 'non noterebbero'.
Relevância atual
A forma 'não-notariam' mantém sua relevância na norma culta para expressar o irreal ou hipotético. No contexto digital, a construção pode ser adaptada para humor ou ênfase, demonstrando a flexibilidade da língua portuguesa diante de novas formas de comunicação.
Origem Latina e Formação Verbal
Século XIII - O português, em sua formação, herda do latim a estrutura verbal e a negação. A palavra 'não' tem origem no latim 'non'. O verbo 'notar' vem do latim 'notare', que significa marcar, registrar. A terminação '-ariam' é a desinência da terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo, indicando uma condição hipotética ou irreal.
Uso Hipotético e Condicional
Idade Média - Século XIX - A construção 'não-notariam' (ou variações como 'não notariam') surge em textos literários e jurídicos para expressar uma ação que, sob certas condições, não seria percebida ou registrada. O uso é formal e gramaticalmente correto, refletindo a norma culta da época.
Uso Contemporâneo e Digital
Século XX - Atualidade - A forma 'não-notariam' (com ou sem hífen, dependendo da ênfase e contexto) continua a ser utilizada na norma culta, mas ganha novas nuances com a linguagem digital. Pode aparecer em discussões sobre discrição, segredos, ou ações que passam despercebidas propositalmente. O hífen pode ser usado para dar ênfase à negação ou à ideia de algo que é 'não-notável'.
Combinação do advérbio de negação 'não' com o verbo 'notar' na terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo.