nao-pegariam
Combinação do advérbio de negação 'não' com a forma verbal 'pegariam' (futuro do pretérito do indicativo do verbo pegar).
Origem
Deriva do latim vulgar *capiare, do latim clássico *capere (pegar, tomar). O advérbio de negação 'não' vem do latim 'non'. A desinência '-riam' é a marca do futuro do pretérito do indicativo.
Mudanças de sentido
Expressava uma condição hipotética ou irreal no passado: 'Se chovesse, eles não pegariam o ônibus.'
Começa a ser substituída por construções mais modernas em contextos formais, mas a estrutura gramatical permanece válida.
Pode ser usada de forma irônica ou como parte de um meme para expressar algo que não aconteceu ou não aconteceria, muitas vezes de forma exagerada ou cômica. Ex: 'Se eu ganhasse na loteria, não pegariam meu dinheiro!' (ironia sobre a improbabilidade).
Primeiro registro
Registros de textos em português arcaico que utilizam a conjugação verbal completa, incluindo o futuro do pretérito. A forma específica 'não pegariam' é atestada em documentos literários e administrativos da época.
Vida digital
A forma 'não pegariam' e suas variações podem aparecer em fóruns, redes sociais e aplicativos de mensagem como parte de piadas ou memes, frequentemente associada a situações de falha, azar ou incredulidade.
Buscas por 'não pegariam' podem estar relacionadas a dúvidas gramaticais ou à procura por exemplos de uso em contextos específicos, incluindo o humorístico.
Comparações culturais
Inglês: A estrutura correspondente seria o condicional 'would not catch' ou 'would not have caught', usado em frases hipotéticas. Ex: 'They would not catch the bus if they had left later.' O uso informal ou irônico em memes não tem uma tradução direta, mas a ideia de expressar improbabilidade ou falha existe em gírias e expressões idiomáticas. Espanhol: A forma seria 'no cogerían' (ou 'no agarrarían' em algumas regiões), também parte do futuro do pretérito, usada para expressar hipóteses. Ex: 'No cogerían el autobús si hubieran salido más tarde.' O uso em memes seria similar ao português, com expressões locais de humor e ironia.
Relevância atual
Em sua forma gramatical correta, 'não pegariam' é uma conjugação válida, embora menos frequente em discursos informais modernos. Sua relevância atual reside mais em seu potencial uso irônico ou como parte do 'internetês', onde a quebra de regras gramaticais pode gerar humor e viralização. A palavra em si, 'pegar', continua sendo um verbo de alta frequência e com múltiplos significados no português brasileiro.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do latim vulgar *capiare, que por sua vez vem do latim clássico *capere (pegar, tomar). A forma 'pegar' se estabelece no português arcaico. A negação 'não' é um advérbio de origem latina (non). A terminação '-riam' é a desinência da 3ª pessoa do plural do futuro do pretérito (condicional simples) do indicativo.
Uso Arcaico e Clássico
Séculos XIV-XVIII — A forma 'não pegariam' existia como a conjugação correta do verbo 'pegar' no futuro do pretérito, indicando uma ação que não se realizaria sob certas condições hipotéticas. Exemplo: 'Eles não pegariam o ônibus se tivessem saído mais tarde.'
Desuso e Ressignificação
Séculos XIX-XX — Com a evolução da língua e a preferência por outras construções sintáticas, a forma 'não pegariam' começa a ser menos comum em contextos formais, sendo substituída por construções como 'não teriam pegado' ou simplesmente 'não pegavam' dependendo do contexto. No entanto, a forma verbal em si, como estrutura gramatical, continua existindo.
Atualidade e Internetês
Séculos XX-XXI — A forma 'não pegariam' (ou variações como 'não pegava', 'não pegou') pode aparecer em contextos informais, especialmente na internet, como uma forma de expressar incredulidade, ironia ou como um erro gramatical que se torna meme. A estrutura hipotética pode ser usada de forma jocosa para descrever situações improváveis ou falhas.
Combinação do advérbio de negação 'não' com a forma verbal 'pegariam' (futuro do pretérito do indicativo do verbo pegar).