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nao-sair-de

Origem popular, formada pela negação do verbo 'sair' com a preposição 'de', indicando permanência.

Origem

Século XVI

Formada pela junção do advérbio de negação 'não', do verbo 'sair' (do latim 'salire', saltar, pular) e da preposição 'de' (do latim 'de', indicando origem, afastamento ou matéria). A combinação inicial denota a ausência de movimento ou de mudança de um estado ou lugar.

Mudanças de sentido

Século XVI

Sentido literal: ausência de saída de um local físico. Ex: 'Ele não saiu de casa o dia todo.'

Séculos XVII-XVIII

Início do sentido figurado: permanência em um estado, condição ou característica. Ex: 'Sua teimosia não sai de nele.'

Século XX - Atualidade

Consolidação do sentido de constância, imutabilidade, ou de algo que é intrínseco e difícil de mudar. Ex: 'Essa mania não sai de mim.' ou 'O preço não sai de R$10.'

Primeiro registro

Século XVI

Registros em textos literários e documentos administrativos da época, indicando o uso da locução com sentido literal de permanência em um local. A data exata do primeiro registro é difícil de precisar, mas o uso se torna mais frequente a partir deste século.

Momentos culturais

Século XIX

Presente em obras literárias realistas e naturalistas, descrevendo comportamentos e características fixas de personagens. Ex: 'O vício não sai do homem.'

Meados do Século XX

Utilizado em canções populares e crônicas para descrever situações cotidianas de estagnação ou persistência. Ex: 'A saudade não sai do peito.'

Vida digital

A expressão é usada em redes sociais e fóruns para descrever hábitos, gostos ou opiniões que não mudam. Ex: 'Meu gosto musical não sai de rock clássico.'

Pode aparecer em memes ou comentários irônicos sobre a persistência de algo. Ex: 'A fome não sai de mim depois desse meme.'

Comparações culturais

Inglês: 'doesn't leave', 'stays the same', 'remains'. Espanhol: 'no sale de', 'se queda en'. Francês: 'ne quitte pas', 'reste le même'.

Relevância atual

A expressão 'não sair de' mantém sua relevância no português brasileiro como uma forma idiomática e eficaz de expressar constância, imutabilidade ou persistência, tanto em contextos literais quanto figurados. É uma locução comum no dia a dia.

Formação e Primeiros Usos

Século XVI - Início da formação da expressão como locução adverbial ou prepositiva, a partir da junção do advérbio 'não', do verbo 'sair' e da preposição 'de'. Uso inicial para indicar permanência em um local ou estado.

Consolidação do Sentido Figurado

Séculos XVII-XVIII - A expressão começa a ser utilizada em sentido figurado, para descrever situações ou características que não mudam, que são constantes ou imutáveis. Uso em contextos literários e cotidianos para enfatizar a persistência.

Uso Contemporâneo e Variações

Século XX - Atualidade - A expressão 'não sair de' se mantém com seu sentido de constância e imutabilidade, sendo comum em falas e textos. Pode aparecer em contextos informais e formais, com variações de ênfase.

nao-sair-de

Origem popular, formada pela negação do verbo 'sair' com a preposição 'de', indicando permanência.

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