narratologia
Do grego 'narratio' (relato) + '-logia' (estudo).
Origem
Termo híbrido formado por 'narrativa' (do latim narrativus, relativo a contar) e o sufixo grego '-logia' (logos, estudo, ciência, discurso). Reflete a necessidade de um termo para o estudo sistemático da narrativa.
Mudanças de sentido
Inicialmente, um termo estritamente acadêmico para o estudo da estrutura e das leis universais da narrativa, desvinculado do conteúdo específico.
A narratologia, em suas origens, buscava identificar os elementos comuns a todas as narrativas, independentemente de seu gênero ou época. O foco era a forma e a função dos componentes narrativos.
Expansão para além da literatura, abrangendo outras mídias e aplicações práticas.
Com o avanço das mídias digitais e a popularização de estudos culturais, a narratologia passou a ser aplicada à análise de filmes, séries, jogos eletrônicos, publicidade e até mesmo à compreensão de como construímos nossas próprias identidades através de histórias. O termo mantém sua formalidade, mas seu escopo de aplicação se ampliou significativamente.
Primeiro registro
A disseminação do termo 'narratologia' (ou 'narratology' em inglês) ocorre com os trabalhos de teóricos como Tzvetan Todorov e Gérard Genette, a partir dos anos 1960, influenciando estudos em diversas línguas.
Momentos culturais
Consolidação da narratologia como disciplina acadêmica na Europa e sua posterior difusão para as Américas, incluindo o Brasil, através de traduções e publicações acadêmicas.
Crescente aplicação da narratologia na análise de novas mídias, como videogames e narrativas interativas, e sua incorporação em cursos de cinema, comunicação e design.
Comparações culturais
Inglês: 'Narratology' é amplamente utilizado em estudos acadêmicos e críticos desde meados do século XX. Espanhol: 'Narratología' é o termo equivalente, com uso similar em contextos acadêmicos e de crítica literária. Francês: 'Narratologie' é o termo original cunhado por alguns dos pioneiros do campo, como Roland Barthes e Tzvetan Todorov, tendo forte presença nos estudos semióticos e literários franceses.
Relevância atual
A narratologia continua sendo uma ferramenta fundamental para a análise crítica de narrativas em todas as suas formas, desde a literatura clássica até as complexas narrativas digitais contemporâneas. Sua relevância se estende a campos como a inteligência artificial, a psicologia e o marketing, demonstrando a universalidade e a importância do estudo da arte de contar histórias.
Origem Etimológica
Século XX — termo cunhado a partir de 'narrativa' (do latim narrativus, relativo a contar) e '-logia' (do grego logos, estudo, ciência).
Entrada na Língua Portuguesa
Meados do século XX — A narratologia surge como campo de estudo acadêmico, influenciada por correntes teóricas europeias, especialmente a Escola de Estrasburgo e o formalismo russo. Sua entrada no português se dá majoritariamente em contextos universitários e de crítica literária.
Uso Contemporâneo
Atualidade — A narratologia é um campo consolidado nos estudos literários e de comunicação, com aplicações em análise de mídia, cinema, videogames e até mesmo em marketing e storytelling. A palavra é formal/dicionarizada, indicando um conhecimento especializado.
Do grego 'narratio' (relato) + '-logia' (estudo).