niqueleira
Derivado de 'níquel' (metal) + sufixo diminutivo/coletivo '-eira'.
Origem
Deriva da palavra 'níquel', nome da moeda introduzida no Brasil, acrescida do sufixo '-eira', que indica recipiente ou coletor. A origem do termo 'níquel' remonta ao nome do mineral niquelita e ao mineralogista sueco Nicolau de Niclas.
Mudanças de sentido
Objeto prático e comum para guardar moedas de níquel, associado à economia doméstica.
Perde a função prática com a desmonetização e a ascensão de meios digitais de pagamento. Torna-se um objeto nostálgico ou de colecionador.
Uso restrito a contextos nostálgicos, literários ou descritivos de objetos antigos. A definição formal permanece, mas o uso cotidiano é mínimo.
A palavra 'niqueleira' é classificada como uma palavra formal/dicionarizada (corpus_girias_regionais.txt), indicando que sua existência é reconhecida nos dicionários, mas seu uso ativo na linguagem falada é limitado.
Primeiro registro
Registros em jornais, literatura e inventários domésticos da época indicam o uso corrente da palavra para descrever o recipiente.
Momentos culturais
A niqueleira era um item comum em lares brasileiros, frequentemente mencionada em conversas sobre economia familiar e o troco do dia a dia.
Comparações culturais
Inglês: 'Coin purse' ou 'coin holder' para recipientes menores e mais genéricos; 'piggy bank' para cofrinhos maiores. Espanhol: 'Alcancia' (cofrinho) ou 'monedero' (porta-moedas). A especificidade do termo 'niqueleira' em português está ligada à moeda de níquel, algo que pode não ter um equivalente direto em outros idiomas com a mesma carga histórica e específica.
Relevância atual
A palavra 'niqueleira' tem baixa relevância no uso cotidiano, sendo mais um termo de referência histórica ou para colecionadores. Sua função prática foi substituída por métodos de pagamento modernos. A palavra é formal/dicionarizada (corpus_girias_regionais.txt), indicando sua presença no léxico, mas não no vocabulário ativo da maioria dos falantes.
Origem e Formação da Palavra
Século XIX - Formada a partir do nome da moeda 'níquel' (introduzida no Brasil no final do século XIX) e o sufixo '-eira', indicando recipiente ou local. A palavra 'níquel' vem do nome do mineral niquelita, descoberto por Axel Fredrik Cronstedt em 1751, que por sua vez foi nomeado em homenagem a Nicolau de Niclas, um mineralogista sueco.
Uso e Popularização
Início do Século XX - A 'niqueleira' se populariza como um objeto doméstico comum para guardar moedas, especialmente as de níquel que circulavam na época. Tornou-se um item presente em lares brasileiros, associado à economia e ao cotidiano.
Declínio de Relevância e Uso
Final do Século XX e Início do Século XXI - Com a desmonetização de moedas de níquel e a ascensão de meios de pagamento eletrônicos, o uso da palavra e do objeto diminui drasticamente. A niqueleira torna-se um item nostálgico ou de colecionador.
Uso Contemporâneo
Atualidade - A palavra 'niqueleira' é raramente usada no dia a dia para se referir a um recipiente de moedas. Seu uso é mais comum em contextos nostálgicos, literários ou para descrever objetos antigos. A definição de 'recipiente para guardar moedas, especialmente de níquel' (corpus_girias_regionais.txt) ainda é válida, mas o objeto em si perdeu sua função prática generalizada.
Derivado de 'níquel' (metal) + sufixo diminutivo/coletivo '-eira'.