obsidiana
Do latim obsidiānus, por sua vez derivado do nome de Obsius, que teria descoberto a pedra na Etiópia. Referência: Dicionário Houaiss.
Origem
Deriva do nome próprio latino 'Obsius', que teria descoberto a pedra na Etiópia, ou do termo latino 'obsidianus', significando 'pedra de Obsius'.
Mudanças de sentido
Utilizada principalmente como matéria-prima para ferramentas de corte e armas por povos indígenas, e posteriormente documentada pelos colonizadores europeus.
Passa a ser objeto de estudo científico (geologia) e apreciada por suas qualidades estéticas em joalheria e artes decorativas.
Mantém o sentido geológico e arqueológico, além de ser usada metaforicamente para descrever qualidades como brilho escuro, lisura e potencial de corte.
A palavra 'obsidiana' é formal e dicionarizada, sem grandes ressignificações populares recentes, mas seu uso metafórico persiste em descrições literárias e artísticas.
Primeiro registro
Descrições por Plínio, o Velho, em sua 'História Natural'.
Registros de cronistas e exploradores europeus sobre o uso da pedra por povos indígenas nas Américas.
Momentos culturais
Essencial para a tecnologia lítica de diversas culturas mesoamericanas, utilizada em facas, pontas de flecha e rituais.
Apreciada na Europa como gema e material para objetos de arte, aparecendo em descrições de viagens e estudos mineralógicos.
Presente em obras de ficção científica e fantasia como material exótico ou de origem vulcânica. Em joalheria, é valorizada por seu brilho e cor.
Representações
Frequentemente retratada como material para armas antigas ou objetos místicos em filmes e livros de aventura e fantasia.
Comparações culturais
Inglês: 'Obsidian' - termo idêntico, com a mesma origem etimológica e uso geológico/arqueológico. Espanhol: 'Obsidiana' - termo idêntico, com a mesma origem e usos. Francês: 'Obsidienne' - similar, derivado do latim. Alemão: 'Obsidian' - termo idêntico, de origem latina.
Relevância atual
A palavra 'obsidiana' mantém sua relevância em campos científicos como geologia e arqueologia, além de ser um termo reconhecido na joalheria e em contextos culturais que remetem à sua origem e propriedades físicas. Sua entrada no português brasileiro ocorreu com a colonização, consolidando-se como um termo técnico e descritivo.
Origem Etimológica
Antiguidade Clássica — do nome Obsius, um oficial romano que, segundo Plínio, a descobriu na Etiópia, ou do latim 'obsidianus', referindo-se à pedra encontrada por Obsius.
Entrada na Língua Portuguesa
Séculos XV-XVI — A palavra 'obsidiana' entra no vocabulário português, provavelmente através do latim, com a chegada dos europeus ao Brasil e o contato com a pedra utilizada por povos indígenas para fabricação de ferramentas e armas.
Uso Científico e Artístico
Séculos XVIII-XIX — A obsidiana é estudada pela geologia e mineralogia. Artistas e artesãos exploram suas propriedades para a criação de objetos decorativos e joias.
Uso Contemporâneo
Atualidade — A palavra 'obsidiana' é utilizada em contextos geológicos, arqueológicos, joalheria e como metáfora para algo vítreo, escuro e cortante. É uma palavra formal/dicionarizada.
Do latim obsidiānus, por sua vez derivado do nome de Obsius, que teria descoberto a pedra na Etiópia. Referência: Dicionário Houaiss.