ocultais
Do latim 'occultare', derivado de 'occultus', particípio passado de 'occidere' (esconder).
Origem
Deriva do latim 'occultare', intensivo de 'occidere', com o sentido de 'esconder', 'encobrir', 'guardar em segredo'.
Mudanças de sentido
Sentido literal de esconder algo físico ou figurado (segredos, pecados).
Manutenção do sentido original, mas com uso restrito devido à evolução gramatical.
Primeiro registro
Registros em textos em português arcaico, como documentos legais e religiosos, onde a conjugação verbal 'ocultais' (para 'vós') era padrão.
Momentos culturais
Presença em textos religiosos, referindo-se a pecados ocultos ou mistérios divinos.
Uso em poesia e literatura, explorando temas de dissimulação, segredos e aparências.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente 'you hide' (segunda pessoa do plural ou singular) é de uso corrente. O verbo 'to conceal' tem um tom mais formal, similar ao uso de 'ocultar' em português. Espanhol: A forma verbal 'ocultáis' (segunda pessoa do plural, 'vosotros') existe, mas seu uso é mais restrito à Espanha, sendo 'ocultan' (terceira pessoa do plural, para 'ustedes') predominante na América Latina, refletindo uma tendência similar à do português. Francês: 'vous cachez' (segunda pessoa do plural ou singular formal) é de uso comum. Italiano: 'voi nascondete' (segunda pessoa do plural) é a forma correspondente, mas também com uso cada vez mais raro em favor de 'voi' (terceira pessoa do plural).
Relevância atual
A forma 'ocultais' é um marcador de registro linguístico formal ou arcaico. Embora o verbo 'ocultar' permaneça ativo e relevante em diversos contextos (segurança, mistério, emoções), a conjugação específica 'ocultais' é raramente encontrada na comunicação oral cotidiana, sendo mais um elemento de estudo gramatical e literário.
Origem Latina e Formação
Latim vulgar (século V-VIII) - Derivado do verbo latino 'occultare', que significa 'esconder', 'encobrir', 'guardar em segredo'. O verbo 'occultare' é um intensivo de 'occidere' (cair, abater), sugerindo a ideia de algo que é 'deixado cair' ou 'escondido sob'.
Entrada no Português e Uso Medieval
Português Arcaico (século XII-XIV) - A forma verbal 'ocultais' surge como conjugação do verbo 'ocultar' na segunda pessoa do plural (vós) do presente do indicativo. Era usada em contextos formais e religiosos, referindo-se ao ato de esconder algo, seja fisicamente ou em sentido figurado (segredos, pecados).
Evolução e Uso Moderno
Português Moderno (século XV em diante) - A forma 'ocultais' continua a existir, mas com o declínio do uso da segunda pessoa do plural ('vós') em favor de 'vocês' (com o verbo na terceira pessoa do plural), seu uso se torna mais restrito a textos literários, religiosos ou a contextos que intencionalmente buscam um tom arcaico ou formal.
Uso Contemporâneo e Dicionarizado
Atualidade - 'Ocultais' é reconhecida como uma forma verbal correta e dicionarizada do verbo 'ocultar'. Seu uso prático no dia a dia é raro, sendo mais comum em textos escritos formais, literatura, poesia, ou em contextos onde se deseja evocar um registro linguístico mais elevado ou antigo. A palavra 'ocultar' em si mantém sua relevância.
Do latim 'occultare', derivado de 'occultus', particípio passado de 'occidere' (esconder).