olhássemos
Do latim 'oculare', derivado de 'oculus' (olho).
Origem
Deriva do verbo latino 'oculāre' (olhar, ver), relacionado a 'oculus' (olho).
Forma verbal 'olhássemos' surge como conjugação do pretérito imperfeito do subjuntivo, primeira ou terceira pessoa do plural.
Mudanças de sentido
Expressava desejo, possibilidade ou condição no passado, como em 'Se nós olhássemos para o futuro, teríamos agido diferente'.
Mantém a função gramatical de expressar hipóteses, desejos ou ações condicionais no passado, embora o uso em linguagem falada possa ser substituído por outras estruturas.
Primeiro registro
Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e documentos legais, que já apresentavam conjugações verbais semelhantes às atuais.
Momentos culturais
Presente em obras literárias clássicas portuguesas e brasileiras, como em poesia e prosa, para criar cenários hipotéticos ou expressar sentimentos de incerteza.
Utilizado em letras de música e roteiros de cinema e telenovelas, mantendo sua carga semântica de reflexão ou desejo passado.
Comparações culturais
Inglês: A forma verbal correspondente seria 'we/they looked' ou 'we/they were looking' em um contexto de passado hipotético ou condicional, como em 'If we looked back...' ou 'Had we looked...'. Espanhol: 'miráramos' ou 'mirásemos' (pretérito imperfecto de subjuntivo), com função gramatical similar. Francês: 'nous/ils regardions' (imparfait de l'indicatif) ou 'nous/ils eussions regardé' (plus-que-parfait du subjonctif) em contextos específicos de subjuntivo passado.
Relevância atual
A forma 'olhássemos' é gramaticalmente correta e compreendida no português brasileiro, mas seu uso em conversas informais é menos comum, sendo mais frequente em textos formais, literatura e em contextos onde se deseja uma expressividade mais elaborada ou arcaizante. A tendência é a simplificação das estruturas verbais no discurso oral cotidiano.
Origem Latina e Formação do Português
Século XII-XIII — Deriva do verbo latino 'oculāre' (olhar, ver), que por sua vez vem de 'oculus' (olho). A forma 'olhássemos' surge com a conjugação verbal do português arcaico, refletindo a influência do latim vulgar na Península Ibérica.
Consolidação no Português
Séculos XIV-XVI — A forma 'olhássemos' se estabelece na gramática do português, sendo utilizada em textos literários e administrativos. O subjuntivo imperfeito era crucial para expressar desejos, hipóteses e ações dependentes de outras no passado.
Uso Moderno e Contemporâneo
Séculos XVII-Atualidade — A forma verbal 'olhássemos' mantém sua função gramatical no português brasileiro e europeu, aparecendo em contextos formais e informais, embora com menor frequência em conversas cotidianas devido à preferência por outras construções.
Do latim 'oculare', derivado de 'oculus' (olho).