olvidar
Do latim 'obliviscor', 'oblivisci' (esquecer).
Origem
Do verbo latino 'oblivisci', que significa 'esquecer', 'perder da memória'. O sufixo '-idar' é comum em verbos derivados do latim.
Mudanças de sentido
O sentido primário era o de perder a memória, tornar algo esquecido.
Mantém o sentido de esquecer, mas pode ser usado em contextos mais poéticos ou religiosos, como o esquecimento de pecados ou de bens terrenos.
O sentido de 'esquecer' é mantido, mas o uso é restrito a contextos formais, literários ou arcaicos. A palavra 'esquecer' é a forma vernácula e de uso corrente.
A preferência pelo vernáculo 'esquecer' em detrimento do latinizante 'olvidar' é um fenômeno comum na evolução do português brasileiro, que tende a simplificar e a adotar formas mais populares ou de origem germânica/indígena quando disponíveis.
Primeiro registro
Registros em textos galego-portugueses medievais, como as Cantigas de Santa Maria, onde 'olvidar' aparece em seu sentido original de esquecer.
Momentos culturais
Presença em obras poéticas e literárias, onde o uso de 'olvidar' podia conferir um tom mais elevado ou dramático, contrastando com o uso mais comum de 'esquecer'.
Ocasionalmente utilizada em letras de música para evocar um sentimento de nostalgia, perda ou um tom mais poético, embora seja raro em comparação com 'esquecer'.
Comparações culturais
Inglês: A palavra 'forget' é o equivalente direto e de uso corrente. 'To oblivion' (cair no esquecimento) é uma expressão mais formal. Espanhol: 'Olvidar' é a forma padrão e de uso cotidiano, equivalente a 'esquecer' em português. Francês: 'Oublier' é o equivalente direto e de uso corrente. Italiano: 'Dimenticare' é o equivalente direto e de uso corrente.
Relevância atual
No português brasileiro, 'olvidar' é uma palavra formal e pouco usada no dia a dia, sendo considerada arcaica ou literária. Sua presença é mais notada em textos eruditos, poesia ou em contextos que buscam um registro linguístico específico. O verbo 'esquecer' domina completamente o uso corrente.
Origem Etimológica e Entrada no Português
Século XIII - Derivado do latim 'oblivisci' (esquecer), com o sufixo '-idar' que indica ação. A forma 'olvidar' é mais comum em espanhol e galego-português medieval, sendo 'esquecer' a forma predominante no português moderno.
Uso Medieval e Transição para o Moderno
Idade Média - Presente em textos literários e religiosos, frequentemente associado à perda de memória, ao esquecimento de Deus ou de deveres. Com a consolidação do português, 'esquecer' ganha proeminência, mas 'olvidar' persiste em registros mais formais ou arcaicos.
Uso Contemporâneo e Relevância
Século XX e Atualidade - 'Olvidar' é considerado uma palavra formal, dicionarizada, mas de uso restrito no português brasileiro. É mais comum em contextos literários, poéticos ou em citações que remetem a um registro mais erudito ou arcaico. O uso de 'olvidar' em vez de 'esquecer' pode conferir um tom mais solene ou dramático.
Do latim 'obliviscor', 'oblivisci' (esquecer).