olvido

Do latim 'obliviscor', 'oblivisci' (esquecer).

Origem

Latim

Do verbo latino 'olvidare', com o sentido de esquecer.

Mudanças de sentido

Latim/Idade Média

Esquecimento, perda da memória, negligência.

Séculos XV-XIX

Mantém o sentido original, mas começa a ser menos frequente no uso geral, ganhando um caráter mais literário.

A preferência pelo par 'esquecer/esquecimento' no português brasileiro moderno diminuiu a frequência de 'olvidar/olvido' no discurso cotidiano.

Atualidade

Sentido de esquecimento, mas com forte conotação literária, poética ou arcaizante.

A palavra 'olvido' é raramente usada em conversas informais no Brasil, sendo mais comum em poesia, letras de música com tom nostálgico ou em textos que intencionalmente buscam um vocabulário mais erudito.

Primeiro registro

Idade Média

Registros em textos medievais portugueses, como crônicas e obras religiosas, onde o verbo 'olvidar' e o substantivo 'olvido' aparecem com o sentido de esquecer.

Momentos culturais

Século XX

Presença em obras literárias e poéticas que exploram temas de memória, perda e nostalgia, como em poemas de Fernando Pessoa ou Carlos Drummond de Andrade, onde o termo pode ser usado para evocar um sentimento de esquecimento profundo ou melancólico.

Atualidade

Ocasionalmente utilizada em letras de música popular brasileira (MPB) ou em títulos de obras para conferir um tom mais poético ou reflexivo.

Vida emocional

Geral

Associada a sentimentos de perda, melancolia, nostalgia e, por vezes, a uma resignação passiva diante do esquecimento. Carrega um peso emocional mais denso e poético do que o termo 'esquecimento'.

Comparações culturais

Geral

Inglês: O equivalente mais próximo em termos de uso literário e menos comum é 'oblivion', que também carrega um peso de esquecimento total ou estado de ser esquecido. Espanhol: 'Olvido' é uma palavra comum e amplamente utilizada, tanto no cotidiano quanto na literatura, com o mesmo sentido de esquecimento. É mais integrada ao uso geral do que em português. Francês: 'Oubli' (esquecimento) é de uso corrente, enquanto 'oubli' em sentido mais profundo ou literário pode ser comparado a 'olvido'.

Relevância atual

Atualidade

A palavra 'olvido' é formalmente reconhecida e dicionarizada no português brasileiro, mas sua relevância no uso cotidiano é baixa. Sua presença é mais notada em contextos literários, acadêmicos ou em tentativas de conferir um tom mais elevado ou nostálgico à comunicação. O verbo 'olvidar' segue a mesma tendência, sendo menos comum que 'esquecer'.

Origem Etimológica e Latim

Século XIII — Deriva do verbo latino 'olvidare', que significa esquecer, perder da memória. Este, por sua vez, tem origem incerta, possivelmente ligada a 'lubricus' (escorregadio, incerto) ou a uma raiz pré-indo-europeia.

Entrada no Português e Uso Medieval

Idade Média — A palavra 'olvido' (e seu verbo 'olvidar') entra na língua portuguesa, mantendo o sentido primário de esquecimento. É usada em contextos literários e religiosos, frequentemente associada à perda da fé ou à negligência de deveres espirituais.

Evolução e Uso Moderno

Séculos XV-XIX — O uso de 'olvido' e 'olvidar' se mantém, mas começa a coexistir com o termo 'esquecimento' e 'esquecer', que se tornam mais comuns no uso cotidiano. 'Olvido' adquire um tom mais literário e, por vezes, arcaico.

Uso Contemporâneo

Século XX-Atualidade — 'Olvido' é reconhecida como uma palavra formal/dicionarizada, mas seu uso é raro na fala corrente brasileira, sendo predominantemente encontrada em textos literários, poéticos ou em contextos que buscam um registro mais elevado ou arcaizante. O verbo 'olvidar' também segue o mesmo padrão.

olvido

Do latim 'obliviscor', 'oblivisci' (esquecer).

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