oníricas

Do grego 'oneiros' (sonho).

Origem

Antiguidade Clássica

Do grego 'oneirikos', derivado de 'oneiros' (sonho). Refere-se à natureza dos sonhos, àquilo que é próprio ou semelhante a um sonho.

Mudanças de sentido

Antiguidade Clássica - Século XIX

Inicialmente ligada à interpretação de sonhos e ao mundo místico/religioso. Com o avanço da psicologia e da literatura, o sentido se expandiu para abranger o aspecto imaginativo, surreal e ilógico, característico dos estados oníricos.

Século XIX - Atualidade

O termo 'oníricas' (plural feminino) passou a qualificar experiências, visões, atmosferas ou narrativas que possuem qualidades de sonho: fantásticas, irreais, etéreas, ou profundamente simbólicas.

A palavra mantém sua conotação de irrealidade e imaginação, sendo frequentemente usada para descrever paisagens surreais em arte, narrativas cinematográficas complexas ou estados mentais alterados.

Primeiro registro

Século XIX

Registros em obras literárias e acadêmicas em português que discutem psicologia, filosofia e artes, refletindo a influência do Romantismo e do Simbolismo, que exploravam o mundo interior e onírico.

Momentos culturais

Final do Século XIX e Início do Século XX

O interesse pelo inconsciente, impulsionado por Freud, e a exploração do surrealismo na arte e literatura, deram grande visibilidade a termos relacionados a sonhos, incluindo 'oníricas'.

Cinema e Literatura Contemporânea

Filmes como 'A Origem' (Inception) e obras literárias que exploram realidades alternativas e estados de consciência frequentemente utilizam adjetivos como 'oníricas' para descrever suas atmosferas e narrativas.

Representações

Cinema

Filmes de fantasia, ficção científica e suspense psicológico frequentemente descrevem cenas ou mundos como 'oníricas' para evocar uma sensação de irrealidade ou estranhamento.

Literatura

Poesia e prosa que buscam capturar a essência do subconsciente ou criar atmosferas fantásticas utilizam o termo para qualificar imagens, cenários ou sentimentos.

Comparações culturais

Vários Períodos

Inglês: 'oneiric' (derivado do grego, com uso similar em contextos literários e psicológicos). Espanhol: 'onírico' (com a mesma origem grega e aplicação semântica). Francês: 'onirique' (igualmente derivado do grego, usado em contextos artísticos e psicológicos).

Relevância atual

Atualidade

'Oníricas' mantém sua relevância como um termo preciso para descrever o que transcende a realidade palpável, sendo um adjetivo valorizado na crítica de arte, na análise literária e na descrição de experiências subjetivas e imaginativas.

Origem Etimológica

Deriva do grego 'oneirikos', relacionado a sonhos, do substantivo 'oneiros' (sonho). A raiz remonta a conceitos de imaginação, ilusão e o subconsciente.

Entrada e Consolidação no Português

A palavra 'onírico' e suas variações, como 'oníricas', foram gradualmente incorporadas ao léxico português, especialmente a partir do século XIX, com o desenvolvimento da psicologia e do interesse literário pelo mundo dos sonhos e do subconsciente. Sua forma plural 'oníricas' é utilizada para qualificar substantivos femininos.

Uso Contemporâneo

Atualmente, 'oníricas' é uma palavra formal e dicionarizada, empregada em contextos literários, psicológicos, artísticos e em descrições que evocam a natureza surreal, fantástica ou ilusória de algo, assemelhando-se a um sonho. É comum em resenhas de filmes, análises de obras de arte e em discussões sobre a psique humana.

oníricas

Do grego 'oneiros' (sonho).

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