onzenário
Derivado de 'onze', referindo-se à taxa de juros de 11% ao mês, comum em práticas de agiotagem no passado.
Origem
Do latim 'unzensarius', relacionado ao número onze. A evolução semântica para agiota ou verso poético é posterior e específica do português.
Mudanças de sentido
Inicialmente ligado ao número onze, começa a adquirir conotações negativas relacionadas à usura.
Consolidação do sentido de agiota, cobrador de juros excessivos. → ver detalhes
Neste período, 'onzenário' torna-se um termo pejorativo para descrever indivíduos que praticavam a usura, explorando financeiramente os mais necessitados. Era comum em narrativas que retratavam a vida urbana e as desigualdades sociais.
Coexistência do sentido de agiota com a acepção de verso de onze sílabas poéticas (hendecassílabo).
Enquanto o termo 'onzenário' para agiota perde força no uso coloquial, sendo substituído por termos como 'agiota' ou 'cobrador', a acepção poética, embora menos comum no dia a dia, é mantida em estudos literários e discussões sobre métrica poética. A palavra 'onzenário' foi identificada como uma 'Palavra formal/dicionarizada' no contexto RAG.
Primeiro registro
Registros em textos portugueses indicam o uso da palavra, com a evolução semântica em curso.
Momentos culturais
Presença em obras literárias que retratam a sociedade e a exploração financeira, como em romances de costumes.
Uso em discussões sobre métrica poética e análise literária para se referir ao verso hendecassílabo.
Conflitos sociais
A palavra 'onzenário' estava intrinsecamente ligada à percepção social negativa da usura e à exploração de classes menos favorecidas, refletindo tensões financeiras e sociais.
Vida emocional
Carrega um peso negativo associado à ganância, exploração e desonestidade quando usada no sentido de agiota. No contexto poético, é neutra e técnica.
Representações
Personagens de agiotas em romances, peças de teatro e, posteriormente, em filmes e novelas, podem ser descritos ou referidos como 'onzenários', embora o termo direto possa ser menos comum que 'agiota'.
Comparações culturais
Inglês: O termo 'usurer' carrega um peso histórico similar de cobrança de juros excessivos. Para o verso de onze sílabas, usa-se 'hendecasyllable'. Espanhol: 'Usurero' para agiota. O verso de onze sílabas é 'endecasílabo'. Francês: 'Usurier' para agiota; 'hendécasyllabe' para o verso.
Relevância atual
No Brasil contemporâneo, 'onzenário' é um termo mais formal ou literário. O sentido de agiota é compreendido, mas menos usado no cotidiano, enquanto a acepção poética é restrita a especialistas. A palavra 'onzenário' é classificada como formal/dicionarizada, indicando sua presença em dicionários e uso em contextos mais cultos.
Origem Etimológica
Século XV — deriva do latim 'unzensarius', que se refere a algo que envolve onze, possivelmente ligado à contagem ou a um grupo de onze. A conexão com juros excessivos ou versos de onze sílabas é uma especialização posterior.
Entrada na Língua Portuguesa
Séculos XVI-XVII — A palavra 'onzenário' começa a aparecer em textos em português, inicialmente com o sentido de algo relacionado ao número onze, mas gradualmente adquirindo conotações negativas ligadas à usura e à cobrança de juros considerados excessivos, possivelmente influenciada pelo termo latino e pelo contexto social da época.
Consolidação do Sentido Usurário
Séculos XVIII-XIX — O sentido de 'agiota' ou 'cobrador de juros excessivos' se consolida e se torna o mais comum para 'onzenário'. A palavra é frequentemente usada em contextos literários e sociais para descrever figuras de exploração financeira.
Dupla Acepção Literária e Uso Contemporâneo
Século XX - Atualidade — Mantém o sentido de agiota, mas também é reconhecida e utilizada no meio literário e acadêmico para se referir ao verso de onze sílabas poéticas (hendecassílabo). O uso como 'agiota' é menos frequente no discurso cotidiano, mas ainda compreendido, enquanto a acepção poética é mais restrita a círculos específicos.
Derivado de 'onze', referindo-se à taxa de juros de 11% ao mês, comum em práticas de agiotagem no passado.