ordinariedade
Derivado de 'ordinário' + sufixo '-idade'.
Origem
Do latim 'ordinarius', significando 'em ordem', 'regular', 'comum'. Formada pelo radical de 'ordem' com o sufixo '-ariedade', indicando qualidade ou estado.
Mudanças de sentido
Predominantemente como sinônimo de normalidade, rotina, ausência de singularidade ou excepcionalidade. Usada em contextos formais e técnicos.
Mantém o sentido formal, mas pode adquirir conotação pejorativa em contextos informais, referindo-se à falta de criatividade ou originalidade. Ex: 'A ordinariedade daquele filme era gritante.'
Em contraste com palavras como 'extraordinário' ou 'singular', 'ordinariedade' carrega um peso de mediocridade quando usada informalmente, embora seu uso formal permaneça neutro.
Primeiro registro
A palavra 'ordinariedade' como substantivo abstrato para qualificar o estado do que é ordinário já aparece em textos do português arcaico, refletindo a influência latina.
Momentos culturais
Presente em textos filosóficos, jurídicos e literários que discutiam a ordem social, a natureza humana e a distinção entre o comum e o excepcional.
Utilizada em críticas literárias e artísticas para descrever obras que não apresentavam inovação ou que se prendiam a clichês.
Vida emocional
Geralmente associada a sentimentos de tédio, monotonia ou desapontamento quando usada informalmente. Em contextos formais, é neutra, descrevendo a ausência de eventos notáveis.
Comparações culturais
Inglês: 'ordinariness' (qualidade de ser comum, normal, sem nada de especial). Espanhol: 'ordinariedad' (cualidad de ordinario, común y corriente, sin nada de extraordinario). Ambos os termos compartilham a mesma raiz latina e o sentido de normalidade ou falta de distinção.
Relevância atual
A palavra 'ordinariedade' é formal e dicionarizada, utilizada principalmente em contextos acadêmicos, jurídicos ou em análises críticas que buscam descrever a ausência de singularidade. Seu uso coloquial é raro, sendo mais comum a preferência por sinônimos como 'rotina', 'normalidade' ou expressões que denotam falta de criatividade.
Origem Latina e Formação
Século XIV - Deriva do latim 'ordinarius', que significa 'em ordem', 'regular', 'comum'. A palavra portuguesa 'ordinariedade' surge como um substantivo abstrato para qualificar o estado ou a qualidade do que é ordinário.
Uso Formal e Literário
Séculos XV-XIX - A palavra é utilizada em contextos formais, jurídicos e literários para descrever a falta de algo extraordinário, a normalidade ou a rotina. É um termo dicionarizado, presente em tratados e obras.
Uso Contemporâneo e Ressignificação
Século XX-Atualidade - Mantém seu sentido dicionarizado, mas pode ser usada com conotação negativa para criticar a falta de originalidade ou criatividade, ou de forma neutra para descrever a rotina. A palavra é formal e menos comum no discurso coloquial.
Derivado de 'ordinário' + sufixo '-idade'.