orgulhas
Do latim 'excultare', derivado de 'cultus', particípio passado de 'colere', cultivar. Sentido de 'envaidecer-se' é posterior.
Origem
Do latim 'orgolium', que significa soberba, arrogância, vaidade. Deriva do adjetivo 'orgulhosus'.
Mudanças de sentido
Associado ao pecado capital, soberba.
Início da dualidade de sentido: satisfação própria versus vaidade excessiva.
Consolidação do sentido de satisfação por conquistas ou qualidades.
Manutenção da dualidade de sentido, com 'orgulhas' sendo uma forma verbal específica.
No uso contemporâneo, 'orgulhas' é uma forma gramatical direta. O substantivo 'orgulho' pode ser positivo (orgulho de ser brasileiro, orgulho de um filho) ou negativo (orgulho que cega). A palavra 'orgulhar-se' é comum em contextos de autoafirmação e identidade.
Primeiro registro
Registros da entrada do latim 'orgolium' no português medieval, datados a partir do século XIII, em textos religiosos e literários.
Momentos culturais
O orgulho como tema recorrente em obras que tratam dos pecados capitais e da moral cristã.
O orgulho nacional e o orgulho individual como temas explorados na poesia e prosa.
O 'Orgulho LGBTQIA+' como movimento social e cultural de afirmação e visibilidade.
Vida emocional
Associado a sentimentos de satisfação, autoestima, dignidade, mas também a soberba, arrogância e vaidade.
Vida digital
Termo comum em posts de redes sociais celebrando conquistas pessoais ou coletivas (ex: #orgulhodeser).
A conjugação 'orgulhas' aparece em contextos de diálogo informal e em conteúdos que simulam conversas.
Comparações culturais
Inglês: 'Pride' (sentimento de satisfação, dignidade, mas também soberba). Espanhol: 'Orgullo' (similar ao português, com a mesma dualidade de sentido). Francês: 'Fierté' (orgulho, altivez) e 'Orgueil' (soberba, arrogância).
Relevância atual
A palavra 'orgulhas' é uma forma verbal correta e utilizada na língua portuguesa brasileira, embora menos frequente que o substantivo 'orgulho' ou o verbo 'orgulhar'. O conceito de orgulho continua a ser um tema complexo, com conotações tanto positivas quanto negativas, refletindo valores sociais e individuais.
Origem Etimológica
Século XIII — do latim 'orgolium', que significa soberba, arrogância, vaidade. Deriva do adjetivo 'orgulhosus'.
Evolução no Português
Idade Média — A palavra 'orgulho' entra no vocabulário português com conotações negativas, associada ao pecado capital. Século XVI — Começa a haver uma dualidade, com o orgulho podendo ser visto como satisfação própria ou como vaidade excessiva. Século XIX — Consolida-se o uso de 'orgulho' como um sentimento de satisfação por algo que se fez ou conquistou, ou por qualidades próprias ou de alguém próximo.
Uso Contemporâneo
Atualidade — 'Orgulhas' é a conjugação do verbo 'orgulhar' na segunda pessoa do singular do presente do indicativo ('tu orgulhas'). O verbo 'orgulhar' é amplamente utilizado no Brasil para expressar satisfação, contentamento ou vaidade. A palavra 'orgulho' em si mantém a dualidade de sentido, podendo ser positiva (orgulho de uma conquista) ou negativa (orgulho excessivo, soberba).
Do latim 'excultare', derivado de 'cultus', particípio passado de 'colere', cultivar. Sentido de 'envaidecer-se' é posterior.