paradoxismo
Do grego paradoxos, 'contrário à opinião comum', + -ismo.
Origem
Do grego 'paradoxos' (παράδοξος), significando 'contrário à opinião comum', 'inesperado', 'estranho'. Composto por 'para-' (παρά, 'ao lado de', 'contra') e 'doxa' (δόξα, 'opinião', 'crença'). O sufixo '-ismo' denota doutrina, sistema ou qualidade.
Mudanças de sentido
O conceito de paradoxo era explorado por filósofos gregos (como Zenão de Eleia) e posteriormente discutido em contextos teológicos e filosóficos medievais, onde o paradoxal podia ser visto como um desafio à razão ou uma manifestação do divino.
O paradoxismo ganha força na literatura e na filosofia como ferramenta retórica e de exploração da complexidade humana e da natureza da realidade. O uso de antíteses e contradições se torna mais proeminente.
O termo 'paradoxismo' começa a ser mais formalmente empregado para descrever o estilo literário ou a característica de pensamento que abraça o paradoxo. É associado a movimentos como o Romantismo tardio e o Modernismo, onde a ambiguidade e a contradição são exploradas.
Mantém seu sentido de uso de paradoxos ou de ser paradoxal, aplicado em diversas áreas como filosofia, lógica, teoria literária, psicologia e até em discussões sobre a complexidade do mundo contemporâneo.
A palavra 'paradoxismo' é formal e dicionarizada, indicando a característica ou condição de ser paradoxal, ou o uso de paradoxos. (→ ver detalhes) O contexto RAG a classifica como 'Palavra formal/dicionarizada'.
Primeiro registro
Embora o conceito de paradoxo seja antigo, o termo 'paradoxismo' como substantivo para descrever a qualidade ou o uso de paradoxos parece ter se consolidado em textos acadêmicos e literários a partir do século XVIII ou XIX, possivelmente com origem no francês 'paradoxisme'.
Momentos culturais
Filósofos como Zenão de Eleia utilizam paradoxos para questionar a natureza do movimento e da realidade.
A exploração de contradições e dualidades na arte e na literatura, como em Shakespeare.
O Modernismo e o Pós-Modernismo abraçam o paradoxo como uma forma de representar a complexidade e a fragmentação da experiência humana.
Comparações culturais
Inglês: 'Paradoxism' é usado de forma similar em contextos acadêmicos e literários. Espanhol: 'Paradojismo' tem uso análogo, referindo-se à qualidade ou uso de paradoxos. Francês: 'Paradoxisme' é um termo estabelecido em crítica literária e filosofia.
Relevância atual
O 'paradoxismo' continua relevante em discussões sobre lógica, filosofia da linguagem, teoria literária e na análise de discursos que exploram a ambiguidade e a contradição para provocar reflexão ou expressar a complexidade do mundo moderno. É uma palavra de uso mais restrito a círculos acadêmicos e intelectuais.
Origem Etimológica
Deriva do grego 'paradoxos' (παράδοξος), que significa 'contrário à opinião comum', 'inesperado', 'estranho', composto por 'para-' (παρά, 'ao lado de', 'contra') e 'doxa' (δόξα, 'opinião', 'crença'). O sufixo '-ismo' indica doutrina, sistema, condição ou qualidade.
Entrada e Uso na Língua Portuguesa
A palavra 'paradoxismo' e o conceito de paradoxo foram introduzidos no português através de influências filosóficas e literárias, possivelmente a partir do francês 'paradoxisme' ou do latim 'paradoxismus'. Seu uso se consolidou em contextos acadêmicos e literários.
Uso Contemporâneo
Atualmente, 'paradoxismo' é uma palavra formal, dicionarizada, utilizada para descrever a característica de algo ser paradoxal ou o uso deliberado de paradoxos em discursos, artes e filosofia. É encontrada em textos acadêmicos, ensaios e discussões sobre lógica, literatura e pensamento crítico.
Do grego paradoxos, 'contrário à opinião comum', + -ismo.